Motion Graphics

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Motion Graphics 作者: Mind Map: Motion Graphics

1. Por que a definição está equivocada ?

1.1. Tal definição, simultaneamente, embaralha diferentes técnicas de animação impedindo a percepção de nuances conceituais, e restringe a noção de motion graphics ao ignorar aspectos de linguagem que permeiam o termo como forma de expressão.

1.2. O “broadcast design” pode estar contido no território de linguagem do motion graphics ou mesmo fora dele. Por exemplo, vinhetas de passagem recentes da programação da TV Globo na forma de charges dinâmicas, baseiam-se na linguagem de animação convencional, situando-se num campo de experiência claramente distinto do motion graphics.

2. Motion design

2.1. O “motion design”, contribui para outras confusões sobre o que vem a ser motion graphics. Motion design passa uma idéia mais ampla, que extrapola o motion graphics por abarcar todo e qualquer tipo de design para mídias com imagens em movimento.

3. Motion Graphics x Animação 3D

3.1. Como o termo apareceu com a evolução das ferramentas de manipulação de imagem por computador, muitos defendem que o motion graphics compreende a animação 3D. Tanto do ponto de vista das abstrações da matemática aplicada como do ponto de vista do universo formal disponível. A animação 3D se mostra como uma área a parte, completamente autônoma.

3.2. Um outro fator tem colaborado para essa dificuldade de distinção: de alguns anos para cá, quase todos os programas de composição de imagem em movimento usados em motion graphics passaram a incluir recursos de manipulação das camadas de imagem, iluminação e câmeras virtuais no espaço tridimensional.

3.3. Essa situação criou um hibridismo a mais na estrutura operativa do motion graphics, mas do ponto de vista conceitual e no que diz respeito à linguagem, nada muda, até porque sempre foi possível utilizar animações 3D prontas como um dos elementos de um trabalho de moti- on graphics. A única diferença reside no fato de que esses elementos passaram a poder ser produzidos no próprio ambiente operativo dos programas de composição de imagem em movimento.

4. Definição do autor

4.1. Consiste em uma área de criação que permite combinar e manipular livremente no espaço tempo camadas de imagens de todo o tipo, temporalizadas ou não (vídeo, fotografias, grafismos e animações), juntamente com musica, ruídos e efeitos sonoros.

5. Outras definições

5.1. Wikipédia

5.1.1. É definido como “grafismos que usam vídeo e/ou tecnologia de animação para criar a ilusão de movimento ou uma aparência mutante”.

5.2. Genérica

5.2.1. Aplicações de design gráfico para TV e cinema.

6. Introdução

6.1. Em todas as formas de imagens temporalizadas, mesmo com menor espaço, o Motion Graphics sempre esteve presente. Atualmente vem se tronando protagonista e se emancipou como linguagem, ao passo que se multiplica no cinema, na TV e no vídeo.

6.1.1. Imagens temporalizadas - “que se modificam ao longo do tempo, sem a intervenção do espectador e apenas pelo efeito do dispositivo que as produz e apresenta”

7. O que é?

7.1. Ponto de vista técnico

7.1.1. Aplicação mista de tecnologias de computação gráfica e vídeo digital.

7.2. Plano conceitual

7.2.1. Um ambiente privilegiado de exercício de projeto gráfico através de imagens em movimento.

8. O que não é?

8.1. Efeitos especiais de vídeo digital para composição de imagem – Refiro-me aqui a um conjunto de efeitos especiais que permitem toda a sorte de combinações de camadas de imagem em movimento. São muito comuns em filmes de longa-metragem de ficção produzidos por Hollywood, tais como Star Wars, Matrix, Sin City, e 300. Compatibilizam de forma imperceptível registros de elementos reais com computação gráfica e animação 3D.

8.2. Edição não-linear de vídeo digital por computador – Sua principal característica vem do fato de ela não ocorrer fisicamente, nem com a montagem de pedaços de filme, como no cinema, nem copiando as cenas numa fita master, como na edição eletrônica de videoteipe. O material de áudio e vídeo fica armazenado no disco rígido do computador, e o programa de edição permite criar uma seqüência de reprodução de trechos selecionados desse material (play list) numa determinada ordem. O material original nunca é alterado, e a seqüência de reprodução pode ser exibida e modificada a qualquer momento, instantaneamente, graças ao acesso aleatório da mídia em disco rígido.

8.3. Animação interativa para web – Produzida basicamente através do software Adobe Flash. Permite a animação de grafismos, sobretudo os de tipo vetorial, e normalmen- te utiliza recursos de interatividade e hipermídia. Tem parentesco com aspectos projetuais e ferramentais do motion graphics, mas não oferece os mesmos recursos, opera de forma distinta no contexto da web e tem outra finalidade.

8.4. Modelagem e animação de objetos tridimensionais – Uma das formas de animação mais usadas atualmente, funciona como mais fonte de material original para trabalhos de motion graphics. As animações de objetos em 3D, inclusive, podem ser exportadas para os programas de motion graphics isoladas do fundo, e com algumas alternativas de integração com recursos tridimensionais embutidos nesses softwares.

8.5. Cinema de animação convencional ou auxiliado por computador – Técnicas de desenhos animados , como as usadas nos primeiros filmes de Walt Disney, por exemplo, enquanto que as mais recentes são completamente produzidas por computador, como “Toy Story”, “Shrek”, entre outros. Existem algumas outras técnicas de filmes animados que usam modelos em posições variadas, desenho sobre película, pintura sobre vidro, animação de areia. O motion graphics não se confunde com nenhuma delas; entretanto, o motion graphics têm parentesco com parte da lógica de projeto e execução da animação, e também pode se utilizar de filmes animados como elementos originais.

8.6. Web design – Refere-se à atividade de criação e desenvolvimento de projetos para sítios de Internet.

8.7. Editoração eletrônica – A área está voltada exclusivamente para a produção de impressos em geral.

8.8. Criação e manipulação de imagem digital estática vetorial ou matricial, como o Adobe Illustrator e Adobe Photoshop, por exemplo.

9. Um pouco de história...

9.1. Até os anos 1970, as mais significativas incursões de design gráfico no cinema e na TV eram realizadas em película, utilizando técnicas de animação convencional e trucagem.

9.2. Isso veio a mudar apenas a partir dos anos 1980, com o forte incremento tecnológico na área de computação gráfica, e o desenvolvimento de ferramentas de modelagem e animação 3D avançadas.

9.2.1. Nesse período, por exemplo, todas as grandes redes de televisão nos centros mais importantes aderiram às animações de logotipos, marcas e objetos com volume no espaço tridimensional como estilo de identidade visual

9.3. Aproximadamente na mesma época, começaram a surgir os primeiros sistemas de composição e manipulação de imagem em movimento por computador, que permitiam combinar e animar livremente camadas de imagem de todo o tipo (vídeo, fotografias, elementos gráficos diversos, tipografia e animações).

9.3.1. Na década de 90, surgiram novas soluções de software nessa área bastante acessíveis, baseadas em computadores de uso pessoal, de arquitetura aberta, configurável pelos usuários, e fáceis de se aprender a usar.

9.3.2. Esses últimos avanços tecnológicos, conduziram a um verdadeiro boom de produção em motion graphics, com reflexos especialmente expressivos no chamado “broadcast design”, mas que até ultrapassam as fronteiras do design gráfico para cinema e TV. Atualmente, os programas de composição de imagem em movimento para computadores de uso pessoal incluem recursos de animação 3D, e incorporam, a cada versão, uma quantidade imensa de novas opções de manipulação de imagem, resultando num crescimento exponencial das possibilidades de criação.

9.3.2.1. -Broadcast design se refere às aplicações de design gráfico para a imagem temporalizada da TV, como as soluções de identidade visual, vinhetas de passagem, aberturas de programas, e etc.

9.4. Ao que parece, foi nesse momento que surgiu o termo motion graphics, precisamente para designar o conjunto da produção oriundo dessa retomada.