Cateterismo Vesical de Alivio

Começar. É Gratuito
ou inscrever-se com seu endereço de e-mail
Cateterismo Vesical de Alivio por Mind Map: Cateterismo Vesical de Alivio

1. Procedimento invasivo em que um tubo fino e flexível (cateter urinário) que é inserido pela uretra até chegar a bexiga, para permitir a saída de urina para um saco coletor.

1.1. Podem ser realizados por meio de sistema fechado (em que o cateter permanece no local), e sistema aberto (intermitente ou alívio) e, ainda, por via suprapúbica (cistostomia).

1.2. São geralmente utilizadas quando os pacientes não conseguem controlar o ato de urinar, devido a obstruções como hipertrofia da próstata, dilatação uretral ou mesmo em casos em que se pretende realizar exames em urina estéril ou preparar a pessoa para uma cirurgia, por exemplo.

1.3. Esta técnica deve ser realizada só se necessário e deve ser feita de forma privativa por um enfermeiro, já que o risco de se desenvolver infecções no trato urinário, lesões uretrais ou vesicais e hemorragias é muito grande.

1.4. Ao contrário da sonda vesical de demora, a sonda de alívio não permanece por muito tempo na pessoa, sendo normalmente retirada após o esvaziamento da bexiga. Este tipo de sonda é mais utilizado para drenar a urina antes de algum procedimento médicos ou para alívio imediato em pessoas com paralisia e retenção urinária crônica, por exemplo. Só deve ser realizado se for mesmo necessário, porque apresenta um elevado risco de infecção do trato urinário. Além disso, outros riscos incluem hemorragia, formação de cálculos na bexiga e vários tipos de lesões no aparelho urinário, principalmente devido a aplicação de força excessiva na utilização da sonda.

1.5. O procedimento de sondagem vesical deve ser executado no contexto do Processo de Enfermagem, atendendo-se às determinações da Resolução COFEN nº 358/2009, permitindo assim que o técnico possa realizar algumas prestações de assistência, baseada na prescrição do enfermeiro.

2. Quando Utilizar?

2.1. - Para esvaziar a bexiga em casos de retenção urinária - Coletar materiais para exame - Instilar medicamentos - Impossibilidade de micção espontânea

3. Quando não Utilizar?

3.1. - Sangramento após tentativa de passagem do dispositivo. - Resistência na passagem. - Imperícia do profissional ou não qualificação. - Caso o paciente esteja com sua função urinária normal.

4. Aproximadamente 16-25% dos pacientes de um hospital serão submetidos a um cateterismo vesical. Responsáveis por 35-45% das IRAS em pacientes adultos.

4.1. A infecção do trato urinário (ITU) é uma das causas prevalentes de infecções relacionadas à assistência à saúde, porém, tendo um grande potencial preventivo, visto que a maioria está relacionada à cateterização vesical. Portanto a técnica deve asséptica para evitar que qualquer organismo venha adentrar no sistema gênito-urinário desse paciente, causando uma grave infecção e levando a outros problemas futuros. O risco de ITU pode ser maior em mulheres devido ao fato que sua uretra (5cm) é menor que a uretra masculina (20cm) e que seu meato uretral é muito próximo da vagina e mais próximo do ânus. Logo se expressam em 14 vezes mais infecções comunitárias urinárias quando comparadas com os homens. O diagnóstico clínico precoce da infecção, associado aos exames complementares (qualitativo e quantitativo de urina e urocultura), pode gerar uma terapêutica mais rápida e adequada.

5. Materiais Necessários

5.1. Pacote de cateterismo urinário, contendo material totalmente estéril

5.2. Uma unidade de cuba rim e uma cuba redonda

5.3. Uma pinça (de acordo com a padronização da instituição

5.4. Uma pinça anatômica

5.5. Uma unidade de campo fenestrado e duas de campo cirúrgico

5.6. EPI (óculos, luva, máscara e avental)

5.7. Luva de procedimento estéril

5.8. Solução antisséptica clorexidina aquosa 1%

5.9. Sonda vesical tipo uretral

5.10. Tubo de lidocaína geléia a 2% lacrado

5.11. Uma seringa de 10 ml bico simples

5.12. Duas agulhas

5.13. Fita adesiva porosa, ou dispositivo específico de fixação de sonda

5.14. Compressa de gaze esterilizada

5.15. Gaze estéril

5.16. Bolas de algodão com álcool a 70%

5.17. Material para higiene íntima

5.18. Biombo, se necessário

6. Antissepsia Masculina

6.1. Inicialmente realize a antissepsia no: Meato uretral para a base do pênis (outros protocolos dizem até a glande).

6.2. Lembrando sempre de trocar a gaze a cada local.

7. Antissepsia Feminina

7.1. Separar os pequenos lábios com o polegar e o indicador da mão não dominante expondo o vestíbulo vaginal. Inicialmente realize a antissepsia no: Meato uretral, depois no orifício vaginal, pequenos lábios e por fim grandes lábios.

7.2. Lembrando sempre de trocar a gaze a cada local.

8. • Calibres das Sondas

8.1. As sondas possuem calibres que são caracterizadas em números pares, existindo assim do calibre 04 até o 24. Seu uso é determinado de acordo com a idade e características individuas de cada paciente.

9. Sondagem Vesical de Alivio Masculina

9.1. 1. Higienizar as mãos;

9.2. 2. Reunir o material e levar para junto do paciente;

9.3. 3. Explicar o procedimento ao paciente e solicitar cooperação;

9.4. 4. Posicionar biombo caso o paciente esteja em enfermaria;

9.5. 5. Proceder a higiene íntima;

9.6. 6. Higienizar as mãos;

9.7. 7. Colocar o paciente em posição: decúbito dorsal, pernas estendidas e ligeiramente afastadas;

9.8. 8. Colocar os EPIs (exceto as luvas);

9.9. 9. Abrir o pacote de cateterismo vesical entre as pernas do paciente no sentido diagonal;

9.10. 10. Colocar solução antisséptica na cúpula;

9.11. 11. Abrir o restante do material sobre o campo (gaze, seringas, agulha, sonda e coletor);

9.12. 12. Calçar as luvas;

9.13. 13. Conectar a sonda à extensão do coletor;

9.14. 14. Certificar-se de que o “clamp” do coletor está fechado;

9.15. 15. Solicitar a outro profissional que faça a desinfecção do lacre do tubo de lidocaína geléia, utilizando algodão e álcool a 70%, perfure-o com agulha;

9.16. 16. Retirar o êmbolo da seringa de 10 ml e solicitar à outra pessoa que coloque aproximadamente 10 ml de lidocaína geléia no corpo da seringa;

9.17. 17. Recolocar o êmbolo no corpo da seringa (não há necessidade de retirar o ar da seringa);

9.18. 18. Dispor o material sobre o campo de forma a facilitar o trabalho;

9.19. 19. Realizar a antissepsia com clorexidina aquosa na região genital: Segurar o pênis num ângulo de 60º a 90º ao corpo com auxílio de uma gaze, afastando o prepúcio (com a mão não dominante), mantê-lo nesta posição durante todo o procedimento;

9.20. 20. Fazer antissepsia com gaze montadas em pinça (com a mão dominante).

9.21. 21. Realizar a antissepsia do meato urinário de forma circular, seguido de antissepsia da glande com movimentos circulares. Lembrando de sempre desprezar o algodão utilizado em cada parte da antissepsia;

9.22. 22. Introduzir a lidocaína pelo meato urinário, mantendo o bico da seringa firmemente acoplado a ele até a introdução da sonda;

9.23. 23. Introduzir a sonda cuidadosamente, caso sinta resistência, aumentar levemente a tração sobre o pênis e aplicar uma pressão suave e contínua sobre a sonda;

9.24. 24. Introduzir a sonda até a bifurcação da mesma (“Y”);

9.25. 25. Checar o fluxo urinário;

9.26. 26. Colocar a extremidade da sonda uretral dentro da cuba rim;

9.27. 27. Aguardar que a urina seja drena pela sonda na cuba rim;

9.28. 28. Fechar a sonda com a pinça;

9.29. 29. Retirar a sonda delicadamente;

9.30. 30. Retirar as luvas;

9.31. 31. Higienizar as mãos;

9.32. 32. Registrar data e hora da passagem da sonda;

9.33. 33. Anotar o procedimento realizado, incluindo dados como tipo de calibre da sonda, aspecto e volume da urina drenado.

10. Sondagem Vesical de Alivio Feminina

10.1. 1. Higienizar as mãos;

10.2. 2. Reunir o material e levar para junto do paciente;

10.3. 3. Explicar o procedimento à paciente e solicitar cooperação;

10.4. 4. Posicionar biombo;

10.5. 5. Proceder a higiene íntima do paciente;

10.6. 6. Higienizar as mãos;

10.7. 7. Colocar a paciente em posição: decúbito dorsal, joelhos fletidos e afastados, pés apoiados sobre a cama;

10.8. 8. Colocar os EPIs (exceto as luvas);

10.9. 9. Abrir o pacote de cateterismo entre as pernas do paciente no sentido diagonal;

10.10. 10. Colocar solução antisséptica na cúpula;

10.11. 11. Abrir o restante de material sobre o campo (gaze, seringa, agulha, sonda e coletor);

10.12. 12. Realizar a desinfecção do lacre do tubo de lidocaína, utilizando algodão e álcool a 70%;

10.13. 13. Perfurar o tubo de lidocaína com agulha estéril;

10.14. 14. Despejar a lidocaína geléia sobre a gaze;

10.15. 15. Calçar as luvas estéreis;

10.16. 16. Conectar a sonda à extensão do coletor;

10.17. 17. Certificar-se de que o “clamp” do coletor está fechado;

10.18. 18. Lubrificar a sonda cerca de 7cm;

10.19. 19. Realizar a antissepsia da região genital: Separar os pequenos lábios com o polegar e o indicador da mão não dominante expondo o vestíbulo vaginal;

10.20. 20. Visualizar a área do meato uretral;

10.21. 21. Manter a mão que separou os pequenos lábios na mesma posição;

10.22. 22. Com a mão dominante, fazer a antissepsia com gaze montadas em pinça.

10.23. 23. Realizar a antissepsia da região perineal com solução padronizada (clorexidina aquosa), partindo do meato uretral para a região distal, seguida dos pequenos lábios e por último os grandes lábios. Lembrando de sempre desprezar a gaze, utilizado em cada parte da antissepsia;

10.24. 24. Introduzir a sonda lubrificada pelo meato uretral até a bifurcação;

10.25. 25. Checar o fluxo urinário;

10.26. 26. Soltar a mão que estava separando os pequenos lábios;

10.27. 27. Colocar a extremidade da sonda uretral dentro da cuba rim;

10.28. 28. Aguardar que a urina seja drena pela sonda na cuba rim;

10.29. 29. Fechar a sonda com a pinça;

10.30. 30. Retirar a sonda delicadamente;

10.31. 31. Retirar as luvas;

10.32. 32. Higienizar as mãos;

10.33. 33. Registrar data e hora da passagem da sonda;

10.34. 34. Anotar o procedimento realizado, incluindo dados como tipo de calibre da sonda, aspecto e volume da urina drenado.

11. Observações

11.1. O procedimento deve ser realizado preferencialmente em dupla.

11.2. A passagem do cateter é privativa do enfermeiro, porém o auxiliar/ técnico de enfermagem poderá realizar a higiene íntima, o preparo do paciente e do material.

11.3. Caso não haja retorno de urina, após introdução da sonda, solicitar a outro profissional para: clampear a extensão próxima a válvula coletora de urina; adaptar seringa de 10ml bico simples na válvula coletora; proceder a aspiração até o retorno da urina. Caso não haja retorno de urina, refazer o procedimento.

11.4. Trocar o sistema (sonda e bolsa coletora) de acordo com a indicação do fabricante, e nas seguintes situações: obstrução do cateter ou tubo coletor, contaminação do sistema fechado, desconexão acidental do sistema fechado, piúria macroscópica e resíduos no sistema, porém recomenda-se tentar retirar a sonda o quanto antes para diminuir o risco de infecção. - Realizar higiene íntima antes da sondagem vesical. A higiene deverá ser realizada com clorexidina degermante - No caso de retirada de sonda, utilizar luva de procedimento.