Princípios da ADM Teorias da Administração

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Princípios da ADM Teorias da Administração por Mind Map: Princípios da ADM    Teorias da Administração

1. TAYLOR

1.1. Organização Científica do Trabalho (OCT) – também conhecida por Teoria da Administração Científica ou Taylorismo Onde?Estados Unidos da América Quando? Início do século XX Responsável:Frederick Winslow Taylor Característica 1: Eles pregavam conceitos ligados à melhoria dos processos empresariais Característica 2: Enfatizavam a análise do trabalho e sua decomposição em tarefas seriais. Característica 3: Da mesma forma que a melhoria dos processos aborda, atualmente, a questão da utilização de recursos tecnológicos para o incremento dessas melhorias, a OCT pregava a utilização da tecnologia para capacitar os indivíduos para a mudança nos métodos de trabalho.

1.1.1. Taylor e outros adeptos da OCT encaravam a organização empresarial de um ponto de vista altamente mecanicista e viam, no trabalhador, um elemento do sistema, racional e maximizador do lucro. A OCT exerceu influência em muitas das ideias relativas à direção das organizações. Além disso, criou o conceito do Homem Econômico, o qual necessita da organização para a sua própria sobrevivência.

1.1.2. A diferença entre os princípios da OCT e os da melhoria dos processos empresariais é que os últimos oferecem a possibilidade de tornar novamente completos trabalhos que tenham sido fragmentados e especializados pelo Taylorismo.

1.2. Fotos:

1.3. Princípios relacionados aos conceitos da melhoria dos processos empresariais: 1. A distinção clara entre a execução do trabalho e o seu projeto. 2. A suposição clara de que existe um projeto ideal para qualquer processo de trabalho. 3. A necessidade de medidas de controle da eficiência e eficácia do trabalho. 4. A necessidade de que os trabalhadores seguissem procedimentos padronizados (TAYLOR, 1970).

1.4. As principais características da Teoria da Administração Científica são: • Eliminação de desperdícios; • Caráter científico dos processos produtivos; • Eficiência e eficácia na empresa; • Interesse único entre empregador e empregado (dependência); • Divisão do trabalho.

2. RELAÇÕES HUMANAS

2.1. Experiência de Hawthorne - USA

2.1.1. ORIGEM 1

2.1.1.1. As origens da Teoria das Relações Humanas remontam à influência das ideias do pragmatismo e da iniciativa individual nos Estados Unidos, berço da democracia. Na prática, essa teoria surgiu com a Experiência de Hawthorne. A Experiência de Hawthorne marca, ao longo de sua duração, o início de uma nova teoria calcada em valores humanísticos na Administração, deslocando a preocupação colocada na tarefa e na estrutura para a preocupação com as pessoas.

2.1.2. ORIGEM 2

2.1.2.1. A Teoria das Relações Humanas, por meio dos estudos realizados nos Estados Unidos da América, na década de 1930, por Kurt Lewin e Elton Mayo, estabeleceu alguns conceitos que contribuíram para a formação dos princípios da Administração.

2.1.2.1.1. KURT LEWIN

2.1.2.1.2. MAYOL

2.1.3. CONCLUSÕES DO HAWTHORME

2.1.3.1. As conclusões da Experiência de Hawthorne incluíram novas variáveis no dicionário da Administração: - a integração social e o comportamento social dos empregados, - necessidades psicológicas e sociais, - a atenção para novas formas de recompensas e sanções não materiais, - o estudo dos grupos informais e da chamada organização informal, - o despertar para as relações humanas dentro das organizações, - a ênfase nos aspectos emocionais e não racionais do comportamento das pessoas, - e a importância do conteúdo do cargo para as pessoas que os realizam.

2.1.4. HOMEM SOCIAL

2.1.4.1. A partir da Experiência de Hawthorne, desenvolveu-se uma nova concepção a respeito da natureza humana: o Homem Social.

2.2. CARACTERÍSTICAS

2.2.1. Dentro da abordagem humanística, os pesquisadores se deparam com a civilização industrializada, que torna as empresas preocupadas exclusivamente com sua sobrevivência financeira e maior eficiência para o alcance de lucros. Assim, todos os métodos convergem para a eficiência e não para a cooperação humana e, muito menos, para objetivos humanos. Surge então, a necessidade de um tratamento preventivo do conflito industrial: o choque entre os objetivos das organizações e os objetivos individuais dos participantes. Assim, torna-se indispensável conciliar e harmonizar as duas funções básicas da organização industrial: a função econômica (produzir bens ou serviços para garantir o equilíbrio externo) e a função social (distribuir satisfações entre os participantes para garantir o equilíbrio interno). A dinâmica de grupo e o profundo interesse pelos os grupos informais foram outro aspecto típico da Escola das Relações Humanas. Como toda corrente de oposição ferrenha, essa teoria apresentou profundas distorções

2.3. Pirâmide das Necessidades Básicas de Maslow

2.3.1. A Teoria das Relações Humanas foi aplicada em muitas empresas industriais, visando ao aperfeiçoamento dos trabalhadores das linhas de produção (linhas de montagem), além de ter sido utilizada como estratégia para a introdução de novas tecnologias e melhoria nos processos organizacionais. A Administração, por sua vez, utilizou esses conceitos no incremento da melhoria radical de resultados e o enfoque de avaliação e melhoria sobre os processos da empresa. As Teorias que criaram o movimento das Relações Humanas fizeram surgir uma visão diferente do ser humano. Esse movimento via a organização como um sistema social, com seus membros fortemente influenciados por relações intragrupos e com o indivíduo motivado por uma complexa hierarquia de necessidades, conhecidas como a Pirâmide das Necessidades Básicas de Maslow, representada na figura 5. Uma das áreas de pesquisa mais complexas é o estudo do comportamento humano, seja dentro ou fora das organizações. Entre as variáveis causais mais importantes do comportamento humano destaca-se o nível da motivação das pessoas. Abraham Maslow, o psicólogo americano, foi o pioneiro a quem se deve a pesquisa mais profunda que se conhece sobre a natureza da motivação humana. Cada um dos seres humanos é dotado de um índice significativo de motivação. Embora reconhecendo a importância das necessidades econômicas, Abraham Maslow e os adeptos das Relações Humanas davam ênfase às necessidades sociais, de status e outras, como básicas para a motivação dos participantes da organização. O movimento das Relações Humanas na indústria não esteve separado dos progressos fundamentais verificados na Ciência Behaviorista (LIMA, 2003).

2.3.1.1. PIramide de Maslow

2.4. A Teoria das Ciências Behavioristas

2.4.1. O movimento das Relações Humanas na indústria não esteve separado dos progressos fundamentais verificados na Ciência Behaviorista (LIMA, 2003). A Teoria das Ciências Behavioristas – a Psicologia, a Sociologia e a Antropologia – e as pesquisas sobre ela efetuadas exerceram profunda influência sobre o modobásico de ver o homem dentro da organização e da sociedade, assumindo, dessa maneira, papel importante na transformação da Administração (LIMA, 2003).

3. FAYOL

3.1. Henri Fayol acreditava que a Administração, como uma ciência verdadeira,deveria ser estudada pelas universidades. Ele acreditava que a eficiência operacional de uma organização era motivada pela forma de melhor administrar a empresa, por parte do seu gestor (FAYOL, 1978).

3.2. Teoria Clássica de Fayol ou Teoria da Gerência Administratival

3.2.1. As principais características da Teoria Clássica de Fayol, também conhecida como Teoria da Gerência Administrativa, são: • Divisão do trabalho; • Eficiência operacional; • Divisão da organização em seis funções operacionais específicas: técnica, comercial, financeira, segurança, contábil e administrativa; • Função administrativa coordenando as demais funções operacionais; • Cada função com os seguintes atos administrativos: planejamento, organização, comando, coordenação e controle.

3.3. POCCC - Planejamento; Organização; Comando, Coordenação e Controle.

3.3.1. Como consequência, Fayol criou os cinco atos administrativos, os quais ficaram mundialmente conhecidos pela sigla POCCC, deixando implícitos os seus significados no âmbito da Administração. São eles: Planejamento; Organização; Comando, Coordenação e Controle. Com relação às funções básicas da empresa, Fayol salienta que toda empresa apresenta seis funções, a saber: 1. Funções técnicas, relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa. 2. Funções comerciais, relacionadas com compra, venda e permutação. 3. Funções fi nanceiras, relacionadas com procura e gerência de capitais. 4. Funções de segurança, relacionadas à proteção e preservação dos bens e das pessoas. 5. Funções contábeis, relacionadas com inventários, registros, balanços, custos e estatísticas. 6. Funções administrativas, relacionadas com a integração de cúpula das outras cinco funções (FAYOL, 1978)

3.3.1.1. As funções administrativas coordenam e sincronizam as demais funções da empresa, pairando sempre acima delas. Para Fayol “nenhuma das cinco funções essenciais precedentes tem o encargo de formular o programa de ação geral da empresa, de constituir o seu corpo social, de coordenar os esforços e de harmonizar os atos. Essas atribuições constituem outra função, designada pelo nome de Administração”.

3.4. Ato de administrar

3.4.1. Fayol define o ato de administrar como o ato de: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar (FAYOL, 1978). As funções administrativas envolvem os elementos da Administração, isto é, as funções do administrador

3.4.1.1. Funções do Administrador

3.5. 14 Princípios

3.5.1. Para que possamos ampliar nossos conhecimentos sobre as contribuições de Fayol para a administração, destacamos os quatorze princípios gerais da Administração propostos pelo referido autor 1. Divisão do trabalho. Consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência. 2. Autoridade e Responsabilidade. Autoridade é o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência. A responsabilidade é uma consequência natural da autoridade e significa o dever de prestar contas. Ambas devem estar equilibradas entre si. 3. Disciplina. Depende de obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito aos acordos estabelecidos. 4. Unidade de Comando. Cada empregado deve receber ordens de apenas um superior. É o princípio da autoridade única. 5. Unidade de Direção. Uma cabeça e um plano para cada conjunto de atividades que tenham o mesmo objetivo. 6. Subordinação dos Interesses Individuais aos Gerais. Os interesses gerais da empresa devem sobrepor-se aos interesses particulares das pessoas. 7. Remuneração do Pessoal. Deve haver justa e garantida satisfação para os empregados e para a organização em termos de retribuição. 8. Centralização. Refere-se à concentração da autoridade no topo da hierarquia da organização. 9. Cadeia Escalar. É a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo em função do princípio do comando. 10. Ordem. Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. É a ordem material e humana. 11. Equidade. Amabilidade e justiça para alcançar a lealdade do pessoal. 12. Estabilidade do Pessoal. A rotatividade do pessoal é prejudicial para a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer no cargo, tanto melhor para a empresa. 13. Iniciativa. A capacidade de visualizar um plano e assegurar pessoalmente o seu sucesso. 14. Espírito de Equipe. A harmonia e a união entre as pessoas são grandes forças para a organização (FAYOL, 1978).

4. ESTRUTURALISMO

4.1. O QUE É ESTRUTURA?

4.1.1. O QUE É ESTRUTURA? Estrutura é o conjunto formal de dois ou mais elementos que subsiste inalterado seja na mudança seja na diversidade de conteúdos, isto é, a estrutura se mantém mesmo com a alteração de um dos seus elementos ou das relações entre os mesmos. A melhoria dos processos compreende esse conceito, visto que promove mudanças nos processos organizacionais, modificando-os, às vezes, até radicalmente e estabelecendo uma nova ordem na estrutura das empresas (LIMA, 2003).

4.2. CARACTERÍSTICAS

4.2.1. CARACTERÍSTICA 1:Influencia nos conceitos da melhoria dos processos empresariais e a Administração como um todo. CARACTERÍSTICA 2: A administração entendeu que, sem o Estruturalismo, aumentam as dificuldades para o entendimento do complexo modelo organizacional CARACTERÍSTICA 3: modificando a concepção dos Administradores acerca do aperfeiçoamento dos diversos subsistemas organizacionais. CARACTERÍSTICA 4: Outro aspecto relevante a ser considerado na Teoria Estruturalista, como influenciador da melhoria dos processos, é o fato de essa Teoria relacionar-se fortemente com a Teoria Sistêmica, dando-lhe embasamento.

5. TERORIA GERAL DOS SISTEMAS TGS - OU TEORIA SISTEMICA

5.1. CARACTERÍSTICA

5.1.1. CARACTERÍSTICA 1: A Teoria Geral dos Sistemas (TGS) contribuiu para dar à melhoria dos processos empresariais a visão sintética do todo e os subsídios necessários para lidar com a grande e complexa empresa. Esta, por sua vez, foi definida pela TGS como um sistema aberto, formado por várias partes interagentes e interdependentes entre si. CARACTERÍSTICA 2: possibilitou o estudo das relações entre os diversos elementos componentes do sistema - o seu objetivo, - as entradas, - o seu processamento, - as saídas, - os mecanismos de controle do sistema e o seu processo de retroalimentação. CARACTERÍSTICA 3: A Teoria Sistêmica permitiu que a gestão empresarial pudesse evoluir: - Organização: através dos seus processos interno e externo. -Gestão: a empresa constitui um grande processo formado por vários subprocessos interdependentes e interagentes entre si. - Administrador: Portanto, o administrador, ao estudaros princípios da melhoria dos processos, notará a similaridade que há entre os processos e os sistemas existentes na organização.

5.2. COMPONENTES BÁSICOS DA TEORIA GERAL DOS SISTEMAS - TGS

5.2.1. COMPONENTES BÁSICOS DA TEORIA GERAL DOS SISTEMAS - TGS

6. DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL

6.1. CONTINUOUS IMPROVEMENT

6.1.1. A Teoria do Desenvolvimento Organizacional (DO), criada na década de 1960, influenciou a melhoria dos processos no tocante à melhoria contínua e sistemática da organização como um todo e na progressão da qualidade do atendimento aos clientes, ou seja, o “continuous improvement”.

6.2. OBJETIVO?

6.2.1. Essa Teoria tem como objetivo primordial aplicar o conhecimento obtido com a Teoria das Relações Humanas na moldagem dos processos de formação de grupos e das relações intergrupais, a fim de assegurar a eficiência e a eficácia organizacional. O quadro 4, a seguir, apresenta os pontos básicos das técnicas consagradas do DO.

6.3. PONTOS BÁSICOS (DO)

6.3.1. PONTOS BÁSICOS

7. TEORIA NEOCLÁSSICA

7.1. Esta abordagem (Neoclássica) nada mais é do que um resgate com uma nova dimensão e atualização da Teoria Clássica. Um dos tópicos fundamentais desta nova abordagem é o entendimento de que a Administração é também uma técnica social, o que impele o administrador a conhecer, além das perspectivas técnicas e específicas do seu trabalho, questões relacionadas aos colaboradores que fazem parte da organização. Esta nova abordagem dá maior ênfase nos objetivos e resultados.

7.2. PODC, a saber: Planejamento, Organização, Direção e Controle

7.2.1. Na Teoria Neoclássica, os personagens consagrados da Administração Moderna, tais como Peter Ferdinand Drucker, Willian Newman e Ernest Dale, entre outros,definem os quatro princípios fundamentais da estrutura de gestão da empresa,conhecidos, mundialmente, pela sigla PODC, a saber: Planejamento, Organização,Direção e Controle

8. ADM POR OBJETIVOS (APO)

8.1. GERAIS

8.1.1. A Administração por Objetivos (APO) ou Administração por Resultados constitui um modelo administrativo identificado com o espírito pragmático e democrático da Teoria Neoclássica. Seu aparecimento ocorreu em 1954, quando Peter Ferdinand Drucker, considerado o criador da APO, publicou o livro “The Practice of Management”, caracterizando a Administração por Objetivos. A partir de então, surgiram as ideias de descentralização e de administração por resultados, ou seja, a descentralização das decisões e fixação de objetivos para cada área-chave da organização. A (APO), proposta por Drucker, enfatiza uma elevada participação dos funcionários e a integração com as chefias na definição dos objetivos.

8.2. CILO DA APO

8.2.1. • Estratégico: planejamento global, projetado em longo prazo e que envolve a organização como uma totalidade. Consiste no estabelecimento da missão, de metas, oportunidades, ameaças, pontos fortes e pontos fracos da organização; • Tático: planejamento que abrange cada área/departamento da empresa, projetado em médio prazo; • Operacional: planejamento específico, que abrange cada operação ou atividade projetada em curto prazo.

9. TEORIA CONTIGENCIAL

9.1. CARACTERISTICA 1

9.1.1. A Teoria Contingencial surgiu na década de 1970 e sua abordagem considera que a Administração depende de um determinado conjunto de circunstâncias, ou seja, de uma situação. Essa situação está ligada à necessidade de mutação da empresa, em função de aspectos situacionais que a afetam no momento, tais como: tecnologia, estrutura, autoridade, relacionamento, mercado, economia, sociedade e cultura

9.2. CARACTERISTICA 2

9.2.1. A Teoria Contingencial corrobora com a ideia de que a organização é um sistema aberto que afeta e é afetada pelo meio em que está inserida. Ou seja, as ações administrativas dependem das características situacionais para a obtenção de resultados organizacionais, não havendo, portanto, um modelo único que se adeque a todas as organizações e em qualquer circunstância.