Distúrbios do Equilíbrio

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Distúrbios do Equilíbrio por Mind Map: Distúrbios do Equilíbrio

1. Equilíbrio

1.1. habilidade de manter a orientação do corpo e suas partes em relação ao ambiente externo

1.2. Depende de

1.2.1. estímulo visual, do sistema vestibular e da propriocepção somatossensorial

1.2.2. Integração dos estímulos no tronco cerebral e cerebelo

2. Revisão Neuroanatomia

2.1. Sistema vestibular

2.1.1. formado por

2.1.1.1. Labirinto

2.1.1.1.1. composto por

3. Vertigem

3.1. divida em

3.1.1. Central

3.1.1.1. localização

3.1.1.1.1. núcleo vestibular e suas conexões

3.1.1.2. apresentação

3.1.1.2.1. Nistagmo pode ser presente ou não. Pode ser vertical, horizontal ou torsional e pode diferir nos dois olhos. Também pode mudar a direção do nistagmo.

3.1.1.2.2. Pode vir acompanhada de sinais de tronco encefálico ou cerebelo

3.1.1.2.3. Desalinhamento dos olhos (Skew Deviation)

3.1.2. Periférica

3.1.2.1. localização

3.1.2.1.1. Labirinto

3.1.2.1.2. Divisão vestibular no NC VIII

3.1.2.2. apresentação

3.1.2.2.1. Vertigem

3.1.2.2.2. Nistagmo

3.1.2.2.3. Sintomas comuns

3.2. é

3.2.1. ilusão de movimento do corpo ou do ambiente

3.2.1.1. pode estar associado a outros sintomas

3.2.1.1.1. Oscilopsia (ilusão visual de estar se movendo para frente e para trás)

3.2.1.1.2. Impulsão (sensação de estar sendo puxado ou empurrado)

3.2.1.1.3. Náusea e vômitos

3.2.1.1.4. Marcha atáxica

3.3. diferenciar de

3.3.1. tontura não vertigininosa (pré-síncope)

3.3.1.1. Não está associada a ilusão de movimento

3.3.1.2. Ocorre em condições em que o cérebro é privado de nutrientes (isquemia, hipoglicemia, hipóxia)

3.3.1.3. Pode ser desencadeado após se levantar rapidamente

3.3.1.4. Não piora com a movimentação da cabeça

4. Nistagmo

4.1. subtipos

4.1.1. quanto à amplitude e velocidade

4.1.1.1. Espasmódico

4.1.1.1.1. dividido em

4.1.1.2. Pendular

4.1.1.2.1. Ambas as fases tem igual velocidade

4.1.1.2.2. Mais comum na infância

4.1.2. quanto à direção

4.1.2.1. Vertical

4.1.2.2. Horizontal

4.1.2.3. Torsional (em círculo)

4.1.3. quanto à origem

4.1.3.1. Central

4.1.3.1.1. Fase rápida para o lado da lesão (pode mudar)

4.1.3.1.2. Sem efeito pela fixação (teste de impulsão cefálica)

4.1.3.1.3. Desalinhamento dos olhos (Skew Deviation)

4.1.3.1.4. Puramente vertical, horizontal ou rotatório. A direção pode mudar com a mudança do olhar

4.1.3.1.5. Localizado no tronco cerebral ou cerebelo

4.1.3.1.6. Sem latência, fatigabilidade e habituação

4.1.3.2. Periférico

4.1.3.2.1. Tende a piorar ao olhar para o lado oposto à lesão

4.1.3.2.2. Fase rápida para o lado oposto à lesão

4.1.3.2.3. Inibido pela fixação (teste de impulsão cefálica)

4.1.3.2.4. Latência de alguns segundos após mudança de posição e início do nistagmo

4.1.3.2.5. Fatigabilidade - tendência a melhorar espontaneamente após manter a posição

4.1.3.2.6. Habituação - após o teste ser repetido há diminuição da resposta

4.1.3.2.7. Horizonto-rotatório

4.1.3.2.8. Localizado no labirinto ou NC VIII

5. Abordagem Diagnóstica

5.1. Anamnse

5.1.1. Caracterizar a vertigem e sintomas associados: Perda auditiva e Tinnitus (periférico) x Déficits sensoriais/motores, disartria e disfagia (central)

5.1.2. Tempo de instalação

5.1.2.1. Abrupto: sugere infarto ou hemorragia

5.1.2.2. Episódico: AIT da a. basilar, VPPB, Doença de Meniére e Migrânia Vestibular

5.1.2.3. Crônicas/Progressivas: causa tóxica, nutricional, imunomediada ou neoplásica

5.1.3. História Familiar

5.1.3.1. Para detectar possíveis causas hereditárias

5.2. Exame Neurológico

5.2.1. Equilíbrio: de olhos abertos pode ser mantido por compensação visual, mas ao fechar os olhos há instabilidade e queda (Sinal de Romberg). A tendência é cair para o lado da lesão.

5.2.2. Movimento dos olhos: nistagmo já foi caracterizado; em causas centrais pode haver paralisia do olhar e dismetria ocular

5.2.3. Audição: Rinne e Weber podem indicar perda da audição neurossensorial

5.2.4. Manobra de Dix Hallpike: positiva para o lado da lesão

5.2.5. Reflexo Vestíbulo Ocular: sempre alterado na vertigem periférica e em raros casos na central

5.2.6. TC: pode mostrar tumores, infarto ou hemorragia cerebelar. RM: Visualiza melhor as lesões da fossa posterior

5.2.6.1. quando fazer

5.2.6.1.1. ABCD2 >= a 4: A (age> 60a); B (Blood Pressure elevada); C (Clinical Features - alteração motora ou da fala. 1 ponto pra cada); D (Duration - 2 pontos se 1 hora ou manis, 1 ponto entre 10-59 minutos); D (Diabetes Mellitus)

5.2.6.1.2. HINTS sugestivo de causa central

5.2.6.1.3. Anamnese/Exame sugestivo de causa central

5.2.7. Reflexos osteotendíneos: diminuídos em causas centrais

5.3. Exames complementares

5.3.1. Exames laboratoriais: importante quando se estiver pensando em causas sistêmicas metabólicas (Def. B12, hipotireoidismo)

5.3.2. Audiometria: para identificar perdas auditivas

6. Etiologias

6.1. Centrais

6.1.1. Agudas

6.1.1.1. Intoxicações

6.1.1.2. Encefalopatia de Wernicke

6.1.1.3. Isquemia/infarto vertebrobasilar

6.1.1.4. Hemorragia cerebelar

6.1.1.5. Causas episódicas

6.1.1.5.1. Migrânea Vestibular

6.1.1.5.2. Enjoo de Movimento

6.1.1.5.3. Ataxias episódicas autossômicas dominantes

6.1.2. Crônicas

6.1.2.1. Esclerose múltipla

6.1.2.2. Degeneração alcoólica cerebelar

6.1.2.3. Hipotireoidismo

6.1.2.4. Malformações da fossa posterior (Arnold-Chiari)

6.1.3. HINTS

6.1.3.1. Head Impulse: sem fixação

6.1.3.2. Nistagmo multidirecional

6.1.3.3. Teste de Skew +

6.2. Periféricas

6.2.1. VPPB: caracteriza-se por deslocamento dos otólitos para dentro dos canais semicirculares. Mais comum em adultos ou idosos. Geralmente não fator precipitante claro. O diagnóstico é pela manobra de Dix Hallpike e o tratamento pela manobra de Epley.

6.2.2. Doença de Meniere: ocasionada pelo excesso de líquido endolinfático. Caracteriza-se por vertigem, tinnitus, plenitude auricular e hipoacusia. Tratamento é feito com dieta pobre em Na+ e rica em K+, Bestaistina e pode ser usado Hidroclorotiazida

6.2.3. Outras causas periféricas: otoesclerose, tumores do ângulo pontocerebelar e tóxico-metabólicas

6.2.4. Neurite Vestibular: geralmente acompanhada de infecção prévia. Início agudo de vertigem, náuseas e vômitos. Possui curso autolimitado (1 semana). O tratamento pode ser com corticoides ou apenas sintomáticos

7. Tratamento Sintomático das vertigens periféricas

7.1. Antihistamínicos

7.1.1. Meclizina

7.1.2. Prometazina

7.1.3. Dimenindrinato (Dramin)

7.2. Anticolinérgicos

7.2.1. Escopolamina

7.3. Benzodiazepínicos

7.3.1. Diazepam

7.4. Simpatomiméticos

7.4.1. Anfetamina

7.4.2. Efedrina