Exame físico da gestante

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Exame físico da gestante por Mind Map: Exame físico da gestante

1. atribuições do enfermeiro:

1.1. Orientar as mulheres e famílias sobre pré-natal (importância, periodicidade das consultas), amamentação e vacinação

1.2. Realizar cadastramento da gestante no SisPreNatal e fornecer Cartão da Gestante devidamente preenchido

1.3. Realizar consulta de pré-natal de gestação de baixo risco

1.4. Solicitar exames complementares de acordo com protocolo local

1.5. Realizar testes rápidos

1.6. Prescrever medicamentos padronizados para o programa pré-natal

1.7. Identificar gestantes com algum sinal de alarme e ou identificadas como de alto risco e encaminhá-las para consulta médica

1.8. Realizar exame clínico das mamas e coleta para exame citológico do colo uterino

1.9. Desenvolver atividades educativas e em grupos

1.10. Orientar gestantes e equipe quanto a fatores de risco e vulnerabilidade

1.11. Realizar busca ativa de gestantes faltosas

1.12. Realizar visitas domiciliares no período gestacional e puerperal, acompanhar o processo de aleitamento e orientar mulher e companheiro sobre planejamento familiar

2. Ministério da Saúde “o profissional enfermeiro pode acompanhar inteiramente o pré-natal de baixo risco na rede de atenção básica de saúde”

2.1. LEI DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL (DECRETO 94.406/87)

2.2. “a consulta de enfermagem é privativa do enfermeiro “

2.3. Solicitar exames de rotina e complementares

2.4. Prescrever medicamentos estabelecidos em programas de saúde e em protocolo institucional

3. PRENHEZ, , GESTAÇÃO, GRAVIDEZ: estado peculiar da mulher que concebe e desenvolve o produto conceptual GESTANTE: mulher que está grávida GESTA ou GRÁVIDA: termo utilizado para designar a mulher grávida NULIGESTA: 0G – mulher que nunca gestou IG = primigesta, IIG = secundigesta, IIIG = tercigesta

3.1. PARTURIENTE: termo designado à mulher grávida, que se encontra em trabalho de parto PARA: termo utilizado para designar mulher parturiente ( número de partos) NULÍPARA (0 Para): mulher que nunca pariu (nunca deu a luz a um feto vivo ou morto) MULTÍPARA: mulher que deu a luz duas ou + vezes PUÉRPERA: mulher que já deu à luz NUTRIZ: mulher que está amamentando

3.1.1. ABORTO: é o produto de uma gravidez que não atingiu período de viabilidade (20 semanas) DESENVOLVIMENTO FETAL (24 semanas): produção de surfactante nos pulmões, movimentos respiratórios definidos, 800 g, 34 cm 4G 1P 2A: mulher que ficou grávida 4 X (inclui a gestação atual), teve 1 parto e 2 abortos 3G 0P 2A: mulher que gestou 3 X, nunca pariu e teve 2 abortos

4. é necessário examinar coração, pulmões, mamas, abdome e extremidades. Deve ser feita a inspeção – palpação, ausculta e toque.

5. Avaliação da cabeça Junto ao limite do couro cabelo: Sinal de Halban - Aumento da nutrição do folículo piloso – Estrogênio e P4 (vasogênese e vasodilatação) Pigmentação difusa ou circunscrita: zona com maior exposição à luz (região zigomática, fronte, nariz) – tonalidade escura semelhante à uma mancha – cloasma gravídico ou máscara gravídica - Ação da P4 – estimulando hormônios melanotróficos (lobo anterior da hipófese).

5.1. Avaliação do pescoço Aumento da circunferência – hipertrofia da tireoide - evidência no 5º ou 6º mês. Precocemente, já no início da gestação, os níveis estrogênicos elevados determinam aumento das concentrações séricas da proteína transportadora de T4; No primeiro trimestre da gestação, ocorre estimulação direta da tireoide materna pelas concentrações elevadas de gonadotrofina coriônica (hCG). Este aumento, que atinge valores de pico entre a 8ª e a 14ª semana de gestação - promove aumento temporário do T4 livre. Para que esta maior demanda ocorra, a gestação induz uma série de alterações fisiológicas que afetam a função tireoidiana e, portanto, os testes de avaliação da função glandular. Para as mulheres grávidas normais que vivem em áreas suficientes em iodo, este desafio em ajustar a liberação de hormônios tireoidianos para o novo estado de equilíbrio e manter até o término da gestação, geralmente, ocorre sem dificuldades.

5.1.1. Mamas – glândulas mamárias Volume: hipertrofia e modificações que vão prepara-las para amamentação; A partir de 16 semanas pode ser percebido o colostro; Aréola primitiva mais escurecida e, ocorre a formação de aréola secundária (aréola gravídica): com limites imprecisos (Sinal de Hunter); Surgem os tubérculos de Montegomery (n=12/15): glândulas mamárias acessórias ou sebáceas hipertrofiadas. Tendem a regredir no período puerperal. Verificar malformações no mamilo (papila): dificuldade ou incapacidade de amamentar. Trama de vasos venosos: Rede Haller – ação vasogênica do estrogênio e vasodilatadora da progesterona;

5.1.1.1. Mamas Mastalgia: diminui no final do 1º trimestre (10ª semana); Aumento de volume Hipertrofia Lobular ou alveolar

6. Orientações no Pré-Natal

6.1. Dor para amamentar é uma importante causa de desmame e, por isso, sua prevenção é primordial, o que pode ser

6.2. conseguido com as seguintes medidas:

6.3. amamentação com técnica correta;

6.4. manter os mamilos secos, expondo-os ao ar livre ou à luz solar e trocar com frequência os forros utilizados quando há vazamento de leite;

6.5. não usar produtos que retiram a proteção natural do mamilo, como sabões, álcool ou qualquer produto secante;

6.6. amamentar em livre demanda a criança que é colocada no peito assim que dá sinais de que quer mamar vai ao peito com menos fome, com menos chance de sugar com força excessiva;

6.7. ordenhar manualmente a aréola antes da mamada se ela estiver ingurgitada, o que aumenta sua flexibilidade, permitindo uma pega adequada;

6.8. se for preciso interromper a mamada, introduzir o dedo indicador ou mínimo pela comissura labial da boca do lactente, de maneira que a sucção seja interrompida antes de a criança ser retirada do seio;

6.9. evitar o uso de protetores (intermediários) de mamilo;

6.10. Não esfoliar o complexo aréolopapilar com toalhas ou buchas.

7. Abdome

7.1. Globoso ou ovóide;

7.2. Cicatriz umbilical – passa de depressão para plana;

7.3. Na primigesta: a musculatura da parede abdominal conserva a capacidade de contenção: útero mantém-se em boa posição;

7.4. Nas multíparas: a tonicidade da aponeurose e fibras musculares ficam comprometidas - diástase de retos anteriores - condiciona o ventre em pêndulo – vícios de apresentação e distocia – não há coincidência entre eixo do útero com o feto e bacia.

7.5. Nas mulheres de pele mais escura, em especial, evidencia-se a hiperpigmentação da linha alva(linea nigra ou nigrans).

7.6. Na gestante, a inspeção também mostra o aparecimento de estrias ou víbices, produzidas pela sobredistensão do retículo de fibras elásticas.

7.7. Ao fim do ciclo gravídico-puerperal, esmaecem; no entanto, persistem na maioria das vezes. Há dois tipos de estrias: da gravidez atual, com cor violácea e fundo azulado; e de gestações anteriores ou antigas, brancas ou nacaradas, com aspecto peroláceo.

8. Sinal de Jacquimier-Kluge

8.1. Aumento da vascularização da vulva e meato

8.2. Aumento da vascularização da vagina

9. Membros inferiores

9.1. Vasos sanguíneos, exagerados pela influência da gestação, ou até mesmo varizes aumentadas.

9.2. Avaliação de TVP

9.3. No final da gravidez, em muitos casos, observa-se o edema (Sinal de Godet).

10. Sinal de Homans – caracterizada por dor ou desconforto na panturrilha após dorsiflexão passiva do pé.

11. Sinal da Bandeira – menor mobilidade da panturrilha quando comparada com o outro membro.

12. Sinal de Bancroft – dor à palpação da panturrilha contra estrutura óssea.