Seção2.1e 2.2

Afecções neurológicas e osteoarticulares na saúde da criança

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1. Afecções neurológicas e osteoarticulares na saúde da criança

1.1. Tais afecções podem comprometer os nervos, os músculos, o corno anterior da medula, o sistema nervoso, o sistema osteoarticular e o sistema metabólico, e cada uma possui sua etiologia (causa), evolução clínica, sinais e sintomas e tratamento peculariares e característicos.

2. Doenças

2.1. Charcot-Marie-Tooth Dejérine-Sottas- Acometimento de nervos periféricos

2.1.1. Há vários subtipos: CMT tipo I (herança autossômica dominante e desmielinizante); CMT tipo II (herança autossômica dominante e comprometimento axonal); CMT tipo III (também conhecida como Dejerine-Sotta, uma das mais severas neuropatias, herança recessiva e usualmente desmielinizante, de início precoce); e CMT tipo IV (herança autossômica recessiva com disfunção em outras partes do corpo, como catarata e surdez).

2.2. Distrofia muscular de Duchenne-Acometimento de músculos

2.2.1. A DMD caracteriza-se pela deficiência ou ausência de distrofina na superfície da membrana da célula muscular, também chamada de sarcolema. Por microscopia eletrônica também foram encontradas lesão focal e ruptura do sarcolema, sendo esta considerada a lesão inicial nas fibras musculares distróficas na DMD.

2.3. Amiotrofia espinhal infantil (tipo I, II e III)-Acometimento do corno anterior da medula

2.3.1. • Tipo I (doença de Werdnig-Hoffmann): manifesta-se do nascimento até os 3 meses de vida, apresentando dificuldades de sucção, de deglutição e respiratórias. As infecções respiratórias se repetem, sendo a causa do óbito na maioria dos casos. • Tipo II e III: os sintomas se manifestam entre 3 e 15 meses e entre os 2 anos e a vida adulta, respectivamente. O quadro clínico caracteriza-se por deterioração motora após um período de desenvolvimento aparentemente normal. Na forma tipo II, a criança adquire a habilidade de sentar, mas tem uma parada do desenvolvimento motor a partir desse marco. A forma tipo III (doença de Wolfhart-Kugelberg-Welander) inicia os primeiros sinais de fraqueza após 1 ano de idade ou até mais tarde. Os sinais da doença são menos proeminentes e a progressão mais lenta, e deformidades ósteo-articulares, principalmente escoliose, aparecem à medida que o curso se prolonga.

3. o paralisia cerebral (PC)

3.1. Os fatores desencadeantes da PC são diversos, entre os quais estão o desenvolvimento intraútero anormal, a prematuridade fetal (abaixo de 32 semanas), o trabalho de parto extenso – no qual ocorre o sofrimento do feto (hipoxemia) –, infecções maternas durante a gestação, traumas e distúrbios imunológicos

3.1.1. quadro clínico da criança com PC pode ser: espástica (aumento de tônus muscular, hiperreflexia, 62 - U2 / Afecções em fisioterapia na saúde da crianç clônus, babinski, encurtamentos musculares, deformidades articulares, persistência de reflexos primitivos e fraqueza muscular); discinética (movimentos involuntários de membros superiores e/ou inferiores, déficit de coordenação motora, tônus muscular flutuante e fraqueza muscular); hipotônica (diminuição do tônus muscular, fraqueza muscular, encurtamentos e contraturas, hiporreflexia e ausência de reflexos primitivos); atáxica (incoordenação de movimentos, hipotonia, tremor); mista (junção de dois ou mais tipos de PC)

3.1.1.1. Local de acometimento:4 membros,1 lado do corpo,Predomínio dos membros inferiores . Definição;Quadriplégico,Hemiplégico,Diplégico.

3.2. As crianças diagnosticadas como PC são classificadas em relação ao tônus muscular e à presença de movimentos involuntários, como espástica, discinética, atáxica, hipotônica e mista, ou de acordo com a topografia do acometimento clínico, em hemiplegia (compromete de um lado do corpo), diplegia (compromete mais o membro inferior) ou quadriplegia (compromete tanto os membros superiores quanto os membros inferiores). A Figura 2.1, a seguir, mostra esta classificação.

3.3. Classificação da PC : Tônus muscular ,e movimentos involuntários,Topografia do acometimento,Espástica Discinética Hipotônica,atáxica Mista,Hemiplégica,diplégica quadriplégica

4. Mielomeningocele

4.1. È também chamada de espinha bífida aberta, é caracterizada por uma malformação congênita da coluna vertebral, devido ao não fechamento do tubo neural, resultando em exposição e má formação das meninges, da medula e das raízes nervosas. A etiologia (causa) é multifatorial (fatores genéticos e ambientais, bem como deficiência do ácido fólico). Normalmente, por volta da terceira à quarta semana de | Etapas de formação do tubo neural gestação, forma-se no embrião uma estrutura chamada placa neural, que vai se dobrando progressivamente sobre ele, fechando-se até formar um tubo (tubo neural). A partir desse tubo neural são formados os ossos da coluna vertebral e o sistema nervoso central – cérebro e medula espinhal.Nessa situação as células se dividem normalmente com 23 cromossomos comuns, porém, em algum momento da fase de disjunção da espinha bífida, em algumas delas ocorre o fenômeno da não disjunção do cromossomo 21.

4.1.1. Observaremos dificuldades de controle de tronco e membros inferiores, que fazem com que a criança não consiga ficar sentada sozinha nem andar; na região lombar, a criança poderá andar com auxílio de dispositivos auxiliares, como órteses longas (estabilizam o quadril, joelho e tornozelo) e muletas; na região sacral, a criança andará com auxílio de pequenos dispositivos auxiliares, como órtese de tornozelo e pé – ankle foot ortheses (AFO). Além desse quadro clínico descrito, a criança apresentará sinais como fraqueza muscular, perda de sensibilidade, perda do controle urinário, encurtamentos musculares e dificuldade de execução de habilidades motoras, a depender do nível da má formação (quanto mais alto ocorrer a lesão, mais dificuldade apresentará nas ações motoras).

5. Síndrome de Down (SD)

5.1. A síndrome de Down, ou trissomia 21, é uma das afecções de origem genética mais comuns, ocasionada pela mutação no cromossomo 21, e essa alteração pode ocorrer de três formas diferentes:

5.1.1. Podemos também encontrar alterações sistêmicas como alterações cardíacas, refluxo gastroesofágico, otites recorrentes, apneias do sono e disfunções da tireoide (causa de aumento de peso na maioria dos casos). Além disso, observamos características físicas específicas, como olhos amendoados com pregas palpebrais menores, prega palmar única (ao invés de duas pregas), membros mais curtos, tônus muscular baixo (hipotonia), língua protusa e grande e face “achatada” (braquiocefalia).

6. síndrome metabólica

6.1. (SD) na criança consistem em um conjunto de alterações antropométricas, como aumento da circunferência abdominal (CA), e sistêmicas, como aumento da pressão arterial, colesterol e glicemia, que elevam o risco de doenças cardiovasculares e diabetes melito na criança. A SM se desenvolve durante a infância, sendo muito prevalente entre crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade. O diagnóstico de SM:Acima de 10 anos, esse diagnóstico já pode ser realizado, e, para isso, é necessário que haja obesidade abdominal e presença de dois ou mais dos seguintes fatores: triglicérides > 150 mg/dL, HDL < 40 mg/dL, glicemia de jejum > 100 mg/dL e PA > p95.

6.1.1. Ficar atento no ganho de peso sem controle observaremos quadros de fadiga muscular, dores articulares e dificuldades para realizar atividades motoras como correr, pular corda, jogar bola; nos problemas de colesterol pode haver tontura com risco de desenvolver acidente vascular encefálico; na hipertensão arterial, dores de cabeça, mal-estar geral, tontura; na diabetes, boca seca, emagrecimento, sede intensa, tontura e cansaço.

7. Pé plano

7.1. È uma característica presente em todas as crianças desde o nascimento: o famoso pé “que parece um pãozinho.). Portanto, trata-se de uma disfunção benigna que pode se resolver espontaneamente, de origem familiar hereditária, devido à frouxidão ligamentar ou hipotonia.

7.1.1. No caso do pé plano, com perda do arco longitudinal medial, algumas crianças podem se queixar de dores nas pernas ou na planta do pé, cansaço e fadiga aos exercícios. Em casos mais intensos, pode provocar perda de equilíbrio e dificuldade para realização de atividades físicas, como correr, jogar bola e pular corda.

8. Joelho varo

8.1. Aumento do desalinhamento de quadril e perna, ficando os joelhos rodados para fora e os pés para dentro.Esse desvio, se observado acima da idade de 2 anos, pode ser considerado uma disfunção

9. Joelho Valgo

9.1. Caracterizado pelo desalinhamento de quadril e perna, ficando os joelhos rodados. Esse desvio é considerado normal entre 3 e 6 anos de idade, quando o corpo da criança passa por uma mudança de alinhamento natural, porém pode ser considerado patológico quando surge após essa faixa etária, devido a mal formação pernas ou doenças como escorbuto ou raquitismo.

10. Legg-CalvéPerthes

10.1. A Doença de Legg-CalvéPerthes é caracterizada por uma necrose avascular da epífise femural. A faixa etária mais atingida é entre os 4 e os 12 anos, com um predomínio no sexo masculino (4M:1F),e 6 % das crianças.A coexistência de determinados fatores de risco, como baixo peso e baixa estatura e a presença de malformações congênitas aumentam a incidência dessa doença. A presença de outras características, como subluxação da cabeça femoral, calcificações externas à epífise, associam-se a um mau prognóstico da doença.

10.1.1. Característica clínica mais evidente é a claudicação (a criança “manca”). Em algumas situações pode observar dor e limitação de movimento no quadril e encurtamentos musculares. Às vezes, a criança se queixa de dor, não na região da articulação do quadril, mas uma dor imprecisa na coxa e no joelho. À medida que a doença de Legg-Calvé-Perthes evolui, o quadro pode se acentuar, apresentando atrofia dos músculos da coxa e da perna, diminuição do comprimento do membro acometido (devido ao comprometimento do período em que há aceleração do crescimento ósseo da criança por fusão da cartilagem de crescimento e ao achatamento da cabeça do fêmur).