Módulo IV - Roteiro 3 Provas da existência e da sobrevivência do Espírito

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Módulo IV - Roteiro 3 Provas da existência e da sobrevivência do Espírito by Mind Map: Módulo IV - Roteiro 3 Provas da existência e da sobrevivência do Espírito

1. Existência da alma

1.1. Os materialistas se refugiam que a força diretriz do homem se extingue com o corpo do qual ela era apenas uma emanação... a alma, assim, como uma resultante da vida, cessa com a causa que a produz. Morto o homem, a alma está também aniquilada. Ref. DELANNE, Gabriel. O Espiritismo perante a ciênica. FEB, 2004. Cap.1, p. 147.

1.1.1. Os espíritas: "Seja qual for a ideia que dos Espíritos se faça, a crença neles necessariamente se funda na existência de um princípio inteligente FORA (caixa alta minha) da matéria. Essa crença é incompatível com a negação absoluta deste princípio". Ref. L.M. Cap. 1, item 1.

1.2. Refutações apresentadas no roteiro III deste módulo IV:

1.2.1. Apresentado pelos autores: "Raciocínio de Descartes: "Penso logo existo" que PODERIA (caixa alta minha) ser entendido assim: a matéria por si mesma não pensa, logo existe em mim, além da matéria, algo que é o agente do meu pensamento..."

1.2.1.1. Contraponto meu: como está assinalado "PODER" não é a mesma coisa que ser. Várias interpretações poderiam ser dadas a essa afirmação e isso não necessariamente implica que de fato esteja alinhado com a realidade. Dizer que uma interpretação possível é a verdadeira interpretação não é um argumento válido.

1.2.2. "Poder-se-ia admitir que é o cérebro que segrega esse pensamento, como o fígado segrega a bílis?"

1.2.2.1. Contraponto meu: Exatamente é esse o argumento defendido pelos materialistas! O cérebro de uma pessoa viva, traz o pensamento e colocam dessa forma por indícios de que quando mexe-se no cérebro mudam as percepções que são processadas por ele.

1.2.3. "Sendo o pensamento um efeito inteligente, não reclamaria a existência de uma causa também inteligente?"

1.2.3.1. Contraponto meu: Isso é colocado como um argumento a favor da existência da alma, mas isso não é contestado pelos materialistas! Para eles a causa primária do pensamento é o cérebro vivo.

1.2.4. Kardec: "Se a crença nos Espíritos e nas suas manifestações fosse produto de um sistema singular... por que deparamos tão vivaz entre todos os povos, antigos e modernos e nos livros santos de todas as religiões?" Ref. L.M. Cap. 2 , item 7

1.2.4.1. Contraponto: Dizer que se todos têm uma mesma conclusão em relação a um assunto é sinal de que aquilo é algo verdadeiro não traz em si um argumento lógico aceitável. Toda a humanidade há um tempo atrás achava que a Terra era quadrada, que ela era o centro do universo, que existiam vários deuses, que os negros não eram humanos e enquanto "bichos" poderiam ser escravisados e várias outras "verdades" que mais tarde foram superadas. Se o argumento de "se todo mundo pensa da mesma forma" então é real for válido, então nunca iríamos ter avançado e encontrado novas "verdades", ou seja, formas mais evoluídas de pensarmos.

1.2.5. Fenômenos de exteriorização da alma: "quando o corpo descansa e os sentidos estão inativos podemos verificar que um ser vela e age por nós, vê e ouve através dos obstáculos materiais, paredes ou portas a qualquer distância." Ref. DENIS, Leon; No invisível. 2ª parte; cap. 12, p. 132-133. Kardec sobre sonambulismo: "As percepções que se verificam em estado de sonambulismo não podem ser transmitidas pelos mesmos órgãos físicos... neste caso a visão se efetua por meio dos olhos que, aliás, se conservam, em geral, fechados." Obras póstumas. 1ª parte. Causa e natureza da clarividência sonambúlica, p. 93.

1.2.5.1. Contraponto: O que os materialistas pensam é que o homem pode entrar em um estado alterado de consciência que tem sua percepção ampliada. Ainda assim, não entendem ser esses fatos e fenômenos algo que comprove a imortalidade da alma, mas não conseguem oferecer explicações para essas questões no âmbito da ciência, somente na metafísica e parapsicologia, que eles entendem não serem ciência.

1.2.6. "Casas mal-assombradas e transportes de objetos: numerosíssimos são os lugares mal-assombrados... em que se ouvem ruídos e pancadas. Em certas casas os objetos se deslocam sem contato; caem pedras lançadas do exterior por uma força desconhecida." Ref. DENIS, Leon; No invisível. 2ª parte; cap. 12, p. 194.

1.2.6.1. Ruídos e estalos, advertem os materialistas, são somente propriedades normais da matéria que se expandem ou contraem conforme as condições de temperatura e pressão se alteram (mas Será que todos advém disso?). Quanto aos objetos que se deslocam sem contato, fora aqueles que têm origem no charlatanismo, poderiam ter causas metafísicas desconhecidas que não necessariamente seriam espíritos, mas faculdades mentais ainda desconhecidas do homem que podem ser objeto de estudo também da parapsicologia.

1.2.7. Fenômenos das mesas girantes: nome dado às comunicações dos Espíritos por meio do movimento circular que eles imprimem a uma mesa. O principal argumento no tocante a esses fenômenos é que há uma força desconhecida atuando e que essa força é inteligente, pois consegue dar mensagens que contém informações estranhas a todos que estão presentes no recinto.

1.2.7.1. Para maiores aprofundamentos verificar o Cap. IV, "Dos sistemas", de O livro dos Médiuns, e 2ª parte cap. 2, "Mesas Girantes" q. 60 a 64; onde Kardec reúne extensa quantidade de críticas que tentam desacreditar o fenômeno Espírita e lhes dar outras causas. kardec, mediante lógica e experimentos, contesta cada um provando que os mesmos são frágeis.

1.2.8. Manifestações dos Espíritos pela Escrita por meio de instrumentos: pranchas, cestas e mesinhas às quais são adaptados a um lápis e médiuns em dupla, trio ou mesmo em quarteto seguram e escrevem uma mensagem de forma quase que mecânica.

1.2.8.1. Os materialistas da época alegavam uma extrema habilidade entre os participantes que conseguiam, mediante movimentos harmônicos e sincronizados, escrever mensagens inteiras em resposta a perguntas realizadas sem premeditação. (A 1ª edição de O livro dos Espíritos, foi praticamente toda escrita dessa forma). Esse método foi abandonado pela sua pouca produtividade e, desde então, não se tem notícias de ter sido utilizado novamente.

1.2.8.2. O que foi colocado por Kardec é que, por mais que os médiuns envolvidos em tais práticas tivessem habilidades, como poderíam escrever sobre algo que não tinham conhecimento algum. Além disso, haviam pessoas que eram analfabetas que conseguiam escrever sobre efeito mediúnico! Ref. L.M. Cap. IV, item 45

1.2.9. Psicografia direta: o médium atuar escrevendo diretamente de forma mecânica ou o influenciado por Espíritos. São diversos os médiuns cujas mensagens contém informações que são de conhecimento restrito das pessoas a quem os Espíritos se dirigem, que não tiveram contato algum com o médium ou que se referem a assuntos de total desconhecimento até mesmo dos destinatários, portanto, não teriam como saber sobre tais informações.

1.2.9.1. A respeito disso dizem os descrentes em Espíritos que há certas pessoas que, em estado de consciência alterado, conseguem acessar certas informações em um campo que Jung chamava de inconsciente coletivo ou que os hindus chamam de registros akáshicos, onde todas as informações da humanidade estão registradas como impressões, marcas de memórias deixadas por aqueles que aqui passaram.

1.2.9.2. Mais uma vez: um argumento não invalida o outro. Porque existem esses campos akáshicos ou um inconsciente coletivo não quer dizer que não possam também existir Espíritos e eles transmitirem informações, impressões e energias à figura do médium.

1.2.10. Escrita direta ou pneumatografia: manifestações em que os Espíritos deixam impressões gravadas em papel sem o concurso direto e indireto das mãos do médium. Trata-se de um efeito físico, portanto, pelo Espiritismo há o concurso de um médium de efeitos físicos mas não há atuação outra senão a doação de fluidos plasmáticos para que os Espíritos possam se comunicar.

1.2.10.1. Alegam ser puramente charlatanismo ou fenômenos sem causa aparente, mas que não necessariamente tenham como fonte Espíritos.

1.2.11. Manifestação dos Espíritos pela Audição e pela fala: o médium diz coisas completamente estranhas às suas ideias habituais, aos seus conhecimentos e, até, fora do alcance de sua inteligência.

1.2.11.1. Inicialmente é importante entender que o próprio Espiritismo reconhece estados alterados de consciência em que se dão esses fenômenos que podem ser de Espíritos externos ao do médium ou dele mesmo (animismo).

1.2.11.2. Os descrentes na existência de Espíritos impõem várias impressões sobre esse tipo de situação que vão desde charlatanismo, psicopatias das mais variadas e pura faculdade que alguns têm de acesso a essas informações sem, no entanto, a relacionarem com Espíritos. Para eles, as fontes desses fenômenos vêm da hiperestesia e manifestações inconscientes.

1.2.12. Aparições e materializações de Espíritos: em geral, sob uma forma vaporosa e que permite a passagem da luz. As vezes se apresenta sob forma tangível, material, permitindo que se toque e sinta a temperatura da entidade, oferecendo pressão e resistência ao toque.

1.2.12.1. Esses fenômenos são extremamente raros e ocorrem sob condições especiais. Realizadas muitas vezes em reuniões restritas aos médiuns e pessoas que se beneficiarão da sua ocorrência, pode-se dizer que muitos espíritas passam a vida toda sem testemunhá-los. Além disso, seus registros são sempre em locais com restrições de luminosidade, e de péssima qualidade, o que corrobora com as críticas que tornam-se até certo ponto compreensíveis por parte dos que não acreditam nelas. Atualmente, no entanto, com os novos equipamentos e facilidades isso vem melhorando

1.2.12.2. Para os que não acreditam que esses fenômenos sejam causados por Espíritos, as explicações orbitam entorno da parapsicologia, nesse caso certas pessoas teriam certos "dons" vindo de suas mentes.

1.2.13. Xenoglossia: o médium fala ou escreve em línguas que ignora e formula observações originais que desconhece ou que pelo menos nunca manifestou tal conhecimento na vida cotidiana pregressa.

1.2.13.1. Geralmente ocorre com médiuns bem desenvolvidos de várias religiões, inclusive de crenças não reencarnacionistas, e cujas pessoas dizem que "falam línguas" e as associam a anjos ou demônios. Quando estão associadas a anjos geralmente têm habilidade de cura.

1.2.13.2. Aqueles que não associam esse fenômeno aos espíritos obtêm explicações na parapsicologia e dizem que, fora os casos de fraudes, é o inconsciente que aprendeu tal idioma que em algum momento teve contato, mesmo sem saber, e em estado alterado de consciência acessa tais memórias registradas, mas inacessíveis normalmente. Outra explicação dada é a da chamada hiperestesia, ou seja, a capacidade que uma pessoa teria de captar os pensamentos e sentimentos de alguém que esteja perto, mas não um Espírito.

1.2.13.2.1. Para os parapsicólogos existem 2 tipos de xenoglossia: o inteligente e o mecânico. No inteligente o inconsciente além de se manifestar "ensinou" o novo idioma para pessoa que passa a falá-lo. O mecânico a pessoa só conseguiria repetir discursos, sem fugir daquele texto ou entender propriamente dito o idioma.

1.2.14. Transcomunicação instrumental (TCI): trata-se de aparelhos como rádios, gravadores, secretária eletrônica, celulares, computadores, entre outros, que apresentam comunicações atribuídas à pessoas que já morreram.

1.2.14.1. Os descrentes nos Espíritos alegam que esse tipo de fenômeno pode se dar por vários causas físicas, tais como interferências e até mesmo energias emanadas de parapsíquicos. Vejam, no entanto, esse vídeo.

1.2.15. EQM ( Experiência de quase morte): estado em que uma pessoa experimenta durante alguns instantes a morte e retorna à vida. Em tais experiências as pessoas alegam se enxergarem em um corpo fluídico e de forma lúcida visitam lugares e até mesmo tomam ciência de certas informações que antes não tinham.

1.2.15.1. Para os descrentes a ciência não pode explicar esses casos atualmente. O que está sendo buscado é uma resposta definitiva, uma vez que, quando pessoas passam por tais experiência, se os aparelhos de eletroencefalograma não registram atividade cerebral, ou seja, cérebro morto, o argumento principal dos materialistas cairia pois, segundo a visão deles o cérebro produz a mente. Se o cérebro estiver inativo e a pessoa continuar reportando percepções, visões, simplesmente tudo desmonta como um castelo de areia é desfeito pela onda do mar.

1.2.15.2. Resultados recentes do projeto Aware (sigla em inglês para consciência durante a ressuscitação) feito em 15 hospitais ao redor do mundo envolvendo 2060 casos de paradas cardíacas: Ref. internet, acesso em 24/05/2018 no endereço):

1.2.15.2.1. "Em alguns casos de parada cardíaca, memórias da consciência visual compatíveis com as chamadas experiências fora do corpo podem corresponder com os eventos reais."

1.2.15.2.2. "As experiências envolvendo o momento da morte merecem investigações [científicas] genuínas sem preconceitos."

1.2.16. Demonstração da reencarnação: o nosso estudo sobre o tema será mais aprofundado no roteiro 2, módulo VI, mas, por ora, basta saber que essas demonstrações vêm principalmente de estudos de pessoas que se lembram de suas vidas passadas de forma natural ou daquelas que fazem processo de regressão e tomam consciência das mesmas.

2. Objetivo: Apresentar provas da existência e sobrevivência do Espírito à morte

3. Refutações aos argumentos materialistas

4. Contrapontos às refutações