Módulo IV - Roteiro 2 Origem e Natureza do Espírito

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Módulo IV - Roteiro 2 Origem e Natureza do Espírito by Mind Map: Módulo IV - Roteiro 2 Origem e Natureza do Espírito

1. Objetivo 1: Abordar a origem e a natureza do Espírito

1.1. Os espíritos são a individualização do princípio inteligente , como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo como se operou é que são desconhecidos. Ref. L.E. q. 79. Esse princípio tem sua origem no elemento inteligente universal. Ref. A Gênese; Cap. 11, item 23

1.1.1. Como ocorre essa individualização do princípio inteligente?

1.1.1.1. Se efetua em uma série de existências que precedem o período da humanidade. Ref. L.E. q. 607.

1.1.1.2. No período da humanização, começa a ter consciência do seu futuro, da capacidade de distinguir o bem do mal e a responsabilidade dos seus atos. Ref. L.E. q. 607-a.

1.1.2. Podemos dizer que cada ser tira uma porção de inteligência da fonte universal e a assimila?

1.1.2.1. A inteligência é uma faculdade própria de cada ser e constitui a sua individualidade moral...há coisas que ao homem não é dado penetrar, por enquanto esta é uma. Ref. L.E. cap. IV, q. 72

1.2. O Espírito é criado por Deus. Não é, porém, uma emanação ou uma porção da Divindade... exatamente qual a máquina o é pelo homem que a fabrica, mas não é o próprio homem. Ref. L.E. q. 77.

1.2.1. A coletividade dos Espíritos é de alguma maneira a alma do universo... sem esse elemento, só existiria a matéria inerte, sem objetivo, sem inteligência, sem outro motor além das forças materiais... pela ação do elemento espiritual individualizado, tudo tem um fim, uma razão de ser, tudo se explica e eis porque, sem a espiritualidade, esbarra-se em dificuldades insuperáveis. Ref. A Gênese; Cap. XI, item 28

1.2.2. A palavra Espírito com "E" maiúsculo é empregada a partir daqui (questão 76 de L.E.) para designar as individualidades dos seres extracorpóreos e não mais o elemento inteligente universal (espírito com "e" minúsculo.

1.3. A criação dos Espíritos é permanente ou só ocorreu na origem dos tempos?

1.3.1. É permanente, isto é, Deus jamais deixou de criar

1.4. Natureza do Espírito: Existem fora Deus, o princípio inteligente e a matéria. O Espírito é o princípio inteligente individualizado. Ref. L.E. cap. I, q. 79

1.4.1. É correto dizer então que os Espíritos são imateriais? Imaterial não é bem o termo, incorpóreo seria mais exato... é a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós, e tão etérea que não pode ser percebida pelos vossos sentidos. Ref. L.E. cap. I, q. 82.

2. Objetivo 2: Explicar como se processa a evolução do princípio inteligente

2.1. Podemos dizer que o princípio inteligente se individualiza lentamente por um processo de elaboração das formas inferiores da natureza, a fim de atingir, gradativamente, a humanidade.

2.1.1. Quais são as formas inferiores da natureza? A natureza segundo o Espiritismo é dividida em 2 classes de seres materiais orgânicos e inorgânicos. Do ponto de vista moral (espiritual) existem 4 graus de evolução: minerais, vegetais, animais e homens. L.E. Cap. XI, q. 585

2.1.1.1. Seres orgânicos e inorgânicos

2.1.1.1.1. Inorgânicos: Não possuem vitalidade nem movimentos próprios. São apenas uma agregação de matéria. Ref. L.E. cap. IV, seres org. e inorg.

2.1.1.1.2. Orgânicos: são os que têm em si uma fonte de atividade íntima que lhes dão a vida. Ref. L.E. cap. IV, seres org. e inorg.

2.1.1.1.3. A mesma força que une a matéria dos seres orgânicos também une as dos inorgânicos e ela é chamada de lei de atração, não havendo diferença essencial entre a matéria de um e outro. Ref. L.E. cap. IV, q. 60 e 61.

2.1.1.2. As plantas têm consciência de sua existência? Não, elas não pensam. Só têm a vida orgânica (princípio vital).Ref. L.E. Ca. XI, q. 586. Elas possuem sensações ou sofrem quando mutiladas? Recebem impressões físicas, não têm percepções, consequentemente, não têm a sensação da dor. Ref. L.E. Ca. XI, q. 588

2.1.2. O que da vida aos seres orgânicos é o espírito?

2.1.2.1. A união da matéria com o princípio vital. Ref. L.E. cap. IV, q. 62

2.1.2.2. Princípio inteligente ≠ Princípio vital Ref. A Gênese. Ca. XI, item 18 e 19

2.1.2.2.1. Quando o Espírito deve encarnar-se num corpo humano, um laço fluidico, prende-o ao germe para o qual ele se acha atraído por uma força irresistível...o laço estreita-se sob a influência do princípio vital material do germe, com o perispírito. Logo que esse princípio cessa de atuar por efeito da desorganização do corpo, o perispírito desprende-se, molécula por molécula, tal como se havia unido, e o Espírito é posto em liberdade.

2.1.2.2.2. Não é a partida do Espírito que causa a morte do corpo, mas a morte do corpo que causa a partida do Espírito.

2.1.2.3. Outros nomes do princípio vital: energia sexual (Freud), energia erótica, prana ou kundaline nas suas diversas inserções (hinduísmo), força vital (medicina ocidental).

2.1.3. De onde vem o princípio vital?

2.1.3.1. Tem origem na matéria universal modificada...sua fonte no fluido universal, o que chamais de fluido magnético ou elétrico... e é modificado segundo a espécie e não é constante no mesmo indivíduo. Ref. L.E. cap. IV, q. 63; 65 e 70

2.1.3.2. "A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se insuficiente para a manutenção da vida, se não se renovar pela absorção e assimilação das substâncias que o contém." Ref. L.E. cap. IV, q. 70.

2.1.3.3. De outros espíritos encarnados ou desencarnados: "O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tiver em maior quantidade pode dá-lo a quem o tenha em menor e prolongar a vida prestes a extinguir-se." Ref. L.E. cap. IV, q. 70; "...O fluido vital, do qual cada Espírito errante ou encarnado é, de certo modo, um foco, irradia em seu redor pelo pensamento". Ref. Instruções Práticas sobre manifestações Espíritas; Cap. VIII- Do local

2.1.3.3.1. Os locais podem estar impregnados em sua psicosfera por eflúvios desse fluido. Ref. Instruções Práticas sobre manifestações Espíritas; Cap. VIII- Do local

2.1.4. A inteligência é um atributo do princípio vital?

2.1.4.1. Não, pois as plantas vivem e não pensam, só têm vida orgânica... é preciso a união com o espírito para dar inteligência à matéria animalizada.

2.2. Animais x Homem: Cabe aqui reforçar que a Doutrina Espírita enxerga de forma diferente da ciência biológica. Enquanto a 1ª entende ser o homem, um ser a parte e pertencente ao reino hominal, a 2ª vê o homem inserido no reino dos animais, apenas diferindo desses quanto a racionalidade, ou seja, enquanto todos os outro são irracionais os homens apresentam capacidade de raciocínio.

2.2.1. Essa linha de demarcação pode ser estabelecida de forma precisa?

2.2.1.1. O homem é um ser a parte, desse muito baixo algumas vezes e pode elevar-se muito alto.

2.2.1.2. Pelo físico é como os animais...se destrói como o dos animais, mas o seu Espírito tem um destino que só ele pode compreender, porque só ele é completamente livre...reconhecei o homem pela faculdade de pensar em Deus. Ref. L.E. cap. XI, q.592

2.2.2. Após a morte, a alma dos animais conserva a sua individualidade e a consciência de si mesma?

2.2.2.1. Sua individualidade, sim, mas não a consciência do seu eu. A vida inteligente permanece em estado latente. Ref. L.E. cap. XI, q.598

2.2.2.2. A alma dos animais não tem livre-arbítrio, logo não pode escolher a espécie de animal em que vai encarnar. Ref. L.E. cap. XI, q.599

2.2.2.3. Após a morte, o espírito do animal é classificado pelos Espíritos que se encarregam dessa tarefa e é utilizado quase que imediatamente; não dispõe de tempo para se relacionar com outras criaturas como o homem o tem na erraticidade. Ref. L.E. cap. XI, q. 600.

2.2.3. Os animais também estão sujeitos a uma lei de progresso?

2.2.3.1. Sim, é por isso que nos mundos superiores, onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios de comunicação mais desenvolvidos. Ref. L.E. cap. XI, q. 601

2.2.3.2. Entretanto, são sempre inferiores e subordinados ao homem, para o qual representam servidores INTELIGENTES. Ref. L.E. cap. XI, q. 601

2.2.3.2.1. Comentário: quando fala em SEMPRE inferior em relação ao homem está falando em relação a matéria e não ao Espírito. Não quer dizer, portanto, que o Espírito deles não irão evoluir e passarem a encarnar em um corpo humano, mas que corpos de animais sempre serão inferiores (no sentido de menos evoluídos) aos do homem do ponto de vista da inteligência. "tudo se encadeia na natureza por laços que ainda não podeis compreender... Deus não pode contradizer-se... (falando em relação a lei do progresso)"Ref. L.E. cap. XI, q. 604

2.2.3.2.2. Outra questão importante é entender que os animais SÃO INTELIGENTES, o princípio inteligente já está unido ao corpo deles, porém, não passou por uma elaboração tal que permita a consciência de si, de Deus e ter livre-arbítrio. Dessa forma, também os animais não estão sujeitos a lei de causa e efeito da mesma forma que os homens.

2.2.4. A inteligência do homem e dos animais emanam de um único princípio?

2.2.4.1. Sem dúvidas, mas a do homem passou por uma elaboração que a coloca acima da que existe no animal. Ref. L.E. cap. XI, q. 606

2.2.4.2. O princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e se ensaia para a vida. É, de certo modo, um trabalho preparatório, o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. Entra, então, no período de humanização, começando a ter consciência do seu futuro, capacidade de distinguir o bem do mal e a responsabilizar-se pelos seus atos. Ref. L.E. cap. XI, q. 607-a

2.2.5. O período de humanização começa na Terra?

2.2.5.1. Não é o ponto de partida da primeira encarnação humana... isto não é regra absoluta, pois pode acontecer que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra. Ref. L.E. cap. XI, q. 607-b