Antes que eu me esqueça

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Antes que eu me esqueça by Mind Map: Antes que eu me esqueça

1. Introdução

1.1. A memória é um conceito abrangente de gerenciamento de informação, tempo da necessidade, limiar da evocação, ajuste de gatilhos, ritmo de vida, controle de ruídos, verossimilhança com a realidade, enfim, sua melhoria envolve mais questões qualitativas do que quantitativas.

1.2. Os determinantes da capacidade cognitiva

1.2.1. Cognição: uma série de atributos mentais que, em conjunto, compõem a nossa visão de mundo, nossa racionalidade, nossa capacidade de adquirir, gerar e transformar o conhecimento, auxiliando na tomada de decisões.

1.2.2. A capacidade cognitiva é fruto de aspectos intrínsecos (genética) e extrínsecos (ritmo e modo de vida, contexto clinico, alimentação, treinamento etc)

1.3. É realmente possível melhorar com treinamento

1.3.1. O cérebro é o órgão mais dinâmico do corpo. As capacidade de aprender, rever conceitos, modificar padrões interpretativos e desenvolver novas soluções para velhos problemas são as características mais marcantes e definidoras da mente humana

1.3.2. "Se der para ajudar, ajude. No entanto, tente inicialmente não atrapalhar." Muitas vezes pensamos em melhorar nosso rendimento e começamos pelo treinamento, esquecendo-nos de fazer uma limpeza de hábito, comportamentos e até alguns paradigmas cognitivos. Reduzindo o que nos faz mal, estamos dando um primeiro passo para a amplificação da performance global.

1.3.3. A prática amplia o rendimento, isso é uma regra atemporal e inespecífica

1.4. Determinantes contemporâneos da falta de memória

1.4.1. 1. Grau elevado de cobrança

1.4.1.1. A imperfeição é um efeito colateral universal. Precisamos, claro, tentar minimiza-la, observando seus determinantes modificáveis e buscando uma eficiência mais próxima do ideal

1.4.2. 2. Dinâmica da informação

1.4.2.1. As experiencias cresceram em quantidade e caíram em qualidade. Não conseguimos mais parar, respirar e vivenciar as coisas com todas as suas complexidades. A percepção e a integração de sensações ficaram rasas, complicando um dos momentos críticos da memorização. Nossa memória reflete nosso comprometimento com a realidade

1.4.2.2. O problema é que tudo ficou fácil demais, rápido demais, monossensorial demais, frio demais. A dificuldade é a mola propulsora do cérebro. Quer fixar algo ? Pense sobre a coisa, se envolva, transforme uma atividade passiva em ativa, viva sensações multissensorias e mais emocionais

1.4.3. 3. Fatores Individuais

1.4.3.1. O cerebro que lembra ou esquece é parte integrante de um organismo que adoece de diversas formas. Esse adoecer, seja da forma clássica (ter uma doença), seja no conceito mais amplo de doença (apresentar hábitos inadequados), pode impactar negativamente a performance cognitiva

1.4.3.2. Alterações no sono, desatenção, modo multitarefa, problemas ou oscilações hormonais, desequilíbrio emocional, tudo isso pode levar ao esquecimento

1.5. O poder do hábito

1.5.1. Elementos e atitudes frequentes do nosso comportamento.

1.5.2. Iniciamos um hábito por escolha, imitação ou necessidade. Eles moldam a nossa relação com o mundo, identificam parte de nossa personalidade e o modo pelo qual somos vistos e reconhecidos pelos outros.

1.5.3. Sem atrelar mudanças de paradigmas a mudanças de comportamento, nada se modifica. Esperar resultados diferentes mantendo a mesma conduta é o substrato do fracasso pessoal

2. O processo de memorização

2.1. A memória é como uma corrida de obstáculos, em que sucessivas dificuldades pontuais acabam determinando o resultado final

2.2. O ponto de partida é a vivência, um complexo conjunto de percepções que ocorreram em algum lugar do tempo. O cérebro vivencia eventos externos (paisagens, cheiros, toques, pessoas, conversas etc) e eventos internos (pensamentos, imaginação, sonhos, memorias de outras vivencias etc)

2.2.1. 1º Obstaculo: Filtro da atenção. Só conseguimos memorizar aquilo que merece a nossa atenção, sendo esse um principio básico, que explica muitas formas de esquecimento

2.2.2. 2º Obstaculo: Fixação Uma vez definido pela fixação, será atribuído um limiar, uma rede de associação e os aspectos afetivos, entre outros pontos relevantes para o gerenciamento da informação

2.2.3. 3º Obstaculo: Evocação Um sistema capaz de trazer à tona essa vivência na hora certa. Toda memória tem uma espécie de fio da meada, uma ponta solta que, quando adequadamente acionada, traz a vivência de volta.

2.3. Fixação

2.3.1. Fase critica. Se algo não for fixado, jamais poderá ser evocado. Mais do que isso, se algo for fixado de forma inadequada, não será facilmente trazido à tona no futuro, uma vez que boa parte das associações das informações são feitas na fase da vivencia.

2.3.2. Consolidação: compreender que uma recordação precoce consegue efetivamente elevar a taxa de conversão de uma vivência em memória.

2.3.3. Decaimento: Nossas vivências vão perdendo detalhes, nuances e ficando cada vez mais simplificadas, enxutas e distantes na mente. Processo intenso e relativamente rápido.

2.3.4. Consolidação e Decaimento são forças opostas

2.3.4.1. A fase mais critica são os momentos que se seguem a vivencia, uma vez que o decaimento é mais intenso nos primeiros dias e é um fenômeno irreversível

2.3.4.2. A recordação e interação precoce com a informação parece fortalecer muito sua consolidação, resistindo ao natural decaimento

2.3.5. O primeiro passo para uma uma boa fixação é expor o estimulo certo (atrativo) ao cérebro, do jeito certo. Repare bem nessa tríade do sucesso da fixação: estimulo, cérebro e modo.

2.3.5.1. Estimulo: Estímulos intensos, repetidos, relevantes (condizentes com seus interesses), emocionalmente interessantes e que destoam do contexto em que foram apresentados (esquisitos).

2.3.5.2. Cérebro: Você precisa garantir que seu cérebro olhou, enxergou, prestou atenção e destacou a vivência que você quer memorizar.

2.3.5.3. Modo: Você deve distorcer, amplificar, simplificar a informação, realizar associações bizarras, grosseiras ou emocionais e só seguir adiante quando tiver certeza que o cérebro marcou o evento.

2.3.5.4. Variável oculta: O Tempo Quanto mais tempo durar uma interação, melhor para a memorização. O cérebro é rápido, mas a pressa diminui sua eficiência, e o tempo e a mudança de atitude amplificam a capacidade de sedimentação

2.3.6. A fixação e as duas janelas de oportunidade

2.3.6.1. 1ª Janela: No ato de vivencia Transforme o estimulo em algo atrativo, mantenha o cérebro saudável, crie associações intensas e criativas, garanta que o cérebro interaja com o estimulo, e de tempo para que essa informação se proceda com sucesso.

2.3.6.2. 2ª Janela: nas horas e dias subsequentes a vivencia Uma recordação precoce e interativa pode garantir que um estimulo sobreviva e seja sedimentado na memória de longo prazo.

2.4. Evocação

2.4.1. Nela a pessoa resgata uma memória a partir de uma associação mental, um gatilho.

2.4.2. O lapso na evocação muitas vezes é fruto de problemas de estilo de vida ou de disfunções transitórias, tais como: pressão emocional, falta de tempo, sobrecarga de tarefas, privação de sono, problemas hormonais, excesso de cobrança, uso de medicamentos, entre outros.

3. A percepção da vivência e a atenção

3.1. Um estímulo do meio externo, uma sensação corporal interna, um pensamento ou mesmo um sonho são todos vivências que impactam, de alguma maneira, nosso cérebro.

3.2. A atenção

3.2.1. Fantástico sistema de triagem: a atenção. Ela não é nada mais que um filtro capaz de direcionar nosso foco para as informações aparentemente mais importantes naquele instante.

3.2.2. Atentar é escolher

3.2.3. Compreender e otimizar a atenção é essencial para quem busca ampliar o rendimento de forma qualitativa. Um ponto importante é saber o que se deve manter em primeiro plano, pois quase sempre estamos trabalhando com mais de uma informação

3.2.4. Quando você está desatento, é como se estivesse quase cego para a mensagem; quando o foco é direcionado, a mensagem fica evidente e se amplia.

3.2.5. A função da atenção

3.2.5.1. 1. Direcionamento

3.2.5.1.1. Direcionar a atenção é virar o holofote para um outro estimulo ou pensamento

3.2.5.2. 2. Sustentação

3.2.5.2.1. Sustentar a atenção é manter a concentração ao longo do tempo

3.2.5.3. 3. Alternância

3.2.5.3.1. Atenção partilhada: dividir atenção é dividir o rendimento mental.

3.2.6. O sistema multitarefa

3.2.6.1. Geralmente o que ocorre é que o engajamento em duas ou mais atividades exige automação de uma delas (ou ambas), e então essa realização fica menos criativa, mais cansativa e passível uma taxa maior de erros.

3.3. O gerenciamento do tempo

3.3.1. Para conseguirmos tempo, é fundamental reduzir os desperdícios e aprender a determinar prioridade de uma atividade sobre outra

3.3.2. Grupo 1: importantes e urgentes

3.3.2.1. provas, testes, inscrições, reuniões agendadas, problemas graves de saúde, problemas legais, eventos críticos do trabalho, questões familiares e sociais inadiáveis.

3.3.2.1.1. A resolução feita em caráter de urgência é sempre inferior em qualidade por ser tomada de forma mais impulsiva, rápida, emocional e muitas vezes sem todos os parâmetros necessários de julgamento, levando também a uma maior percepção de estresse e fadiga mental.

3.3.3. Grupo 2: Importantes, mas não urgentes

3.3.3.1. Fazer um curso de idioma, viajar para determinado lugar, se exercitar regularmente, iniciar um determinado ajuste nutricional, aprender um instrumento, ter uma tarde livre, escrever um livro, ler um livro, aprender uma arte marcial, começar aulas de pintura, reunir amigos a cada 15 dias...

3.3.3.1.1. Investimentos em nós, em coisas que acreditamos que nos fariam mais felizes, mais produtivos e mais completos. Não se relacionam diretamente aos resultados imediatos do nosso rendimento profissional, mas se relacionam de forma decisiva e tardia com nossos resultados globais.

3.3.4. Grupo 3: Não importantes, mas urgentes

3.3.4.1. Responder milhares de mensagens de texto e e-mail, atender telefonemas inúteis, receber representantes comerciais, agendar reuniões dispensáveis, consumir informações irrelevantes, se envolver pessoalmente em atividades que poderiam ser delegadas, centralizar processos que poderiam ocorrer de forma mais automática e periférica.

3.3.5. Grupo 4: Não importantes e não urgentes

3.3.5.1. Não agregam nada a nossa formação e também não nos dão prazer algum, mas que fazemos por influência de alguém, por obrigações legais, por dificuldade em dizer não, por simples hábito ou por qualquer motivo dissociado de seu ganho pessoal.

3.3.5.1.1. Importantes são os eventos que fazem a diferença no nosso rendimento pessoal, escolar, profissional, social, que nos dão a percepção de produtividade, alegria e felicidade pessoal.

3.3.6. Somos treinados a pensar que nossos resultados são mais importantes que nosso potencial. Somos ensinados a colocar prioridades de terceiros a frente da nossa única obrigação, que seria ficar bem com nós mesmos.

3.4. Gerando tempo

3.4.1. O poder do não

3.4.1.1. Aprender a dizer não é o primeiro passo para dizer sim às coisas realmente importantes

3.4.2. Automação e soluções e médio prazo

3.4.2.1. O processo de automatizar e resolver de forma mais duradoura problemas recorrentes é um dos pilares do ganho de tempo

3.4.2.1.1. Investir em coisas que economizarão seu tempo no logo prazo significa otimizar as ferramentas pessoais de resolução

3.4.3. Descentralização

3.4.3.1. Desenvolver senso de equipe adequado, trabalhar a confiança no outro e a necessidade de você se desonerar de responsabilidades e obrigações que não necessitam especificamente de você

3.4.3.1.1. Gerenciar o resultado de longe é muito mais fácil que se empenhar e se engajar presencialmente, criando condições de investir em outros aspectos profundamente dependentes do seu envolvimento.

3.5. Melhorando a atenção: da teoria a prática

3.5.1. Faça uma coisa de cada vez

3.5.1.1. A busca de ganho quantitativo torna as experiências qualitativamente inferiores.

3.5.2. Cuide dos ambientes

3.5.2.1. Ambiente organizado, baixo nível de ruído, decoração leve e clean, iluminação adequada, mesas limpas, temperatura controlada, utensílios de uso regular acessíveis.

3.5.3. Descanse

3.5.3.1. A falta de repouso adequado impacta diretamente a capacidade de concentração, que influência diretamente a capacidade de memorização.

3.5.4. Destaque estímulos importantes

3.5.4.1. Sublinhar ou circular uma frase, trocar a fonte no computador, repetir o conceito em voz alta ou mentalmente, por algumas vezes, buscar um link mental que traga graça, emoção ou apenas transforme um estímulo aparentemente comum em anedótico, diferente.

3.5.5. Tome cuidado com a depressão e a ansiedade

3.5.5.1. A ansiedade coloca o foco no futuro, e a pessoa sofre com um distrator invisível. O ansioso sente uma pressão antecipatória, enfrenta problemas na desproporção da ocorrência, e muito frequentemente se desapega da atividade presente, reduzindo muito o seu poder de triagem da atenção. Na depressão, as pessoas perdem a motivação, o entusiasmo, a capacidade de sentir prazer em atividade do dia a dia. Assim, o rendimento cognitivo de alto nível já fica comprometido. Alem disso o distúrbio altera as vias neurológicas responsáveis pela performance intelectual.

3.5.6. Tome cuidado com o álcool, drogas e medicamentos

3.5.7. Avalie a possibilidade de ter TDAH (Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.)

3.5.7.1. Os portadores de TDAH podem ter graus variados de inquietação física e mental, impulsividade e desatenção, apresentando intensidades muito diferentes do transtorno

4. Fixando a informação

4.1. Podemos sempre tentar, conscientemente, extrair a essência, o ponto fundamental, a moral da história, dando de mão beijada o serviço quase editado ao nosso cérebro.

4.2. Se você se esforçar para estabelecer relações curiosas, anedóticas, bem-humoradas e criativas, verá que seu cérebro irá rapidamente se apaixonar pela vivência, se esforçando muito menos na evocação

4.3. O hipocampo e o processo de consolidação

4.3.1. A evocação só depende do hipocampo quando a memória está em processo de consolidação. Esse é um conceito relativamente recente na neurologia e explica muito sobre a diferença entre esquecer coisas do passado e ter dificuldade em fixar novas memórias. A segunda opção é muito mais comum e frequente que a primeira.

4.3.2. Amnésia anterógrada: dificuldade que surge após determinado evento clinico. Por exemplo, alguém bateu a cabeça e após isso ficou com dificuldade para fixar novas memórias (ou seja, lesou os hipocampos.)

4.3.3. Amnésia retrógrada: perda da memória relacionada a vivências antes do evento clínico. Por exemplo, alguém que bateu a cabeça e esqueceu seus últimos dois meses de vida. Sua fixação está perfeita, mas apagou registros antigos

4.4. O processo mnemônico

4.4.1. Refere-se ao ponto central do processo de memorização: a consolidação com a determinação de uma rede associativa (limiar e gatilhos)

4.4.2. Quando falamos de mnemônica estamos falando de toda a intervenção consciente ou inconsciente em prol da memorização eficiente.

4.4.3. Aprender e memorizar nunca foram e nunca serão habilidade excludentes. Muito pelo contrário, quem entende armazena melhor o conteúdo correlacionado ao aprendizado, o que faz sentido e funciona como catalisador.

4.4.4. Equilíbrio cognitivo

4.4.4.1. Muita informação entendida, decorada, vivenciada, imaginada (no topo)

4.4.4.2. Conceitos específicos (no meio da piramide

4.4.4.3. Paradigmas abrangentes (na base estreita da piramide.

4.4.5. Para decorar bem, três aspectos são fundamentais

4.4.5.1. Reconhecer a importância da informação

4.4.5.1.1. Ter metas e parâmetros claros ajuda muito na definição do tipo de informação que você visa memorizar melhor. no rastreamento sensorial da vida, devemos ajudar o cérebro a pescar a informação que precisará ser adequadamente sinalizada

4.4.5.2. Conhecer suas habilidades

4.4.5.2.1. Alguns são melhores com números, outros com rostos, rimas ou músicas; alguns memorizam por síntese, outros por expansão; alguns fazem analogia com datas, outros com eventos da vida ou com esporte.

4.4.5.3. Testar a eficiência após a tentativa de memorização.

4.4.5.3.1. a) Estabelecer uma revisão precoce: fortalece a relevância. (intervenção nível 2)

4.4.5.3.2. b) Checar a eficácia: garante o sucesso do processo, devendo retornar em caso de baixo rendimento

4.4.5.3.3. c) Consolidar confiança: nada como seguir em frente com a segurança de ter apresentado um bom rendimento na missão cognitiva

4.4.6. Aspectos gerais da regra mnemônica

4.4.6.1. A imagem mental

4.4.6.1.1. Podemos amplificar, exagerar e destacar determinada situação dentro de nossa mente. Basta fechar os olhos e imaginar

4.4.6.1.2. Esse é um exercício universal: fuja do óbvio, busque o anedótico, o bizarro e a diferença capaz de individualizar. O cérebro se apaixona facilmente pela vivencia estranha. Raramente esquecemos algo esquisito

4.4.6.2. O poder da síntese

4.4.6.2.1. Desenvolva o seu poder de condensação, resuma um paragrafo em duas ou três palavras-chaves, extraia o conceito de uma página e limite a informação em uma espécie de arquivo compactado

4.4.6.2.2. O cérebro carrega e integra melhor os conceitos menos complexos, mais diretos e objetivos.

4.4.6.3. Avise claramente seu cérebro

4.4.6.3.1. Essa comunicação - verbal, mas mental - com o seu próprio cérebro pode auxiliá-lo no processo de memorização. Frases como "Isso é importante", "Memorize isso", "Vão te perguntar sobre isso depois." elevam a eficiência do processo, pois sinalizam com clareza o desligamento do piloto automático.

4.4.6.3.2. 3 momentos

4.4.6.4. Crie associações mentais

4.4.6.4.1. Busque sempre associar coisas que tenham aspectos emocionais, que façam parte da sua vida, da sua história e que estejam consolidadas há muito tempo. Promover relações funciona muito bem para números, imagens (rostos), nomes, sequências, tabelas, senhas, etc.

4.4.6.4.2. Para um aprofundamento mais consistente da informação, como dados de seus estudos e trabalho, exigem-se outros níveis de intervenção, com revisões periódicas, rede associativa mais complexa, intervenção nível 2 precoce (antes do decaimento), interação multissensorial.

4.4.6.5. Utilize o encadeamento

4.4.6.5.1. A criação de um fio condutor entre um conjunto de eventos a ser memorizado é um facilitador potente na consolidação. Nosso cérebro é muito melhor com histórias do que com palavras ou eventos desconectados. Nossa mente busca sempre agrupar em conjuntos, por semelhança e similaridade.

4.4.6.6. Crie regras personalizadas

4.4.6.6.1. É muito importante desenvolvermos nossas próprias regras mnemônicas, por isso acredito muito mais em transmitir conceitos do que em transmitir padrões definidos, técnicas estanques e inflexíveis

4.4.6.6.2. Produzir links mentais relevantes, criativos e inéditos, que funcionam bem para você, para o seu estímulo e para o seu contexto.

4.4.6.7. Crie pistas de evocação

4.4.6.7.1. Pessoas inteligentes plantam gatilhos no seu futuro, espalham dicas como se estivessem brincando de caça ao tesouro, criam hábitos que reduzem a taxa média dos esquecimentos. Exemplo: Antes de sair de casa, perguntar: "estou esquecendo alguma coisa ?" - hábito de segurança

4.4.6.7.2. Plante gatilhos e você colherá lembranças. Uma atitude sábia é ancorar atividades esquecíveis com atividades inesquecíveis

4.4.6.8. Revise

4.4.6.8.1. Se quer consolidar, revise. O cérebro gosta de coisas repetitivas; se ele viu algo de novo, em outro momento, deve ser importante. Esse é um dos principais determinantes da promoção de memória recente para lembranças de longo prazo, e é a base neurobiológica da intervenção nível 2.

4.4.6.8.2. Omitir ou evitar a revisão significa ter que aprender quase tudo novamente, pelo prejuízo intenso do decaimento.

4.4.7. O esquecimento

4.4.7.1. Esquecer é tão ou mais importante do que lembrar

4.4.7.2. A memória precisa é enxuta , direcionada e conceitual. O excesso leva a fadiga, confunde e reduz o rendimento multifuncional

5. Aprendendo a estudar

5.1. Primeiro conceito fundamental do ensino: descentralização. A escola é importante, mas não é tudo em educação